O gosto amargo do café: Tentativa fracassada de manobra aumenta as suspeitas sobre Lulinha
01/08/2026 às 19:35 Política
Um dia após o propalado café entre Lula e Alexandre de Moraes, uma manobra nos bastidores do STF tentou retirar das mãos de André Mendonça o caso do INSS que envolve Lulinha.
A Polícia Federal pediu à Presidência da Corte que um procedimento separado fosse distribuído por sorteio, abrindo caminho para afastar Mendonça da apuração. Como Edson Fachin está afastado da Presidência durante o recesso do Judiciário, cabe ao vice-presidente, Alexandre de Moraes, o comado interino do STF. Foi nessa condição que Moraes aceitou o pedido, justamente quando seu encontro com Lula ainda repercutia nacionalmente.
A sequência dos fatos é grave demais para ser tratada como simples coincidência. Primeiro, Lula chama Moraes para um café. No dia seguinte, surge uma tentativa de mudar o relator de um caso sensível que alcança o filho do presidente. O movimento tinha endereço certo: tirar a investigação das mãos de André Mendonça.
Mas, por pura ironia do destino, a manobra fracassou. O sorteio colocou o procedimento justamente nas mãos de Mendonça, o ministro que tentavam afastar.
No fim, a tentativa de interferir no rumo do caso produziu o efeito contrário. Em vez de proteger Lulinha e esvaziar a atuação de Mendonça, o episódio aumentou ainda mais as suspeitas, ampliou a repercussão e colocou novos holofotes sobre uma investigação que o poder claramente preferia manter longe dele.
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da Redação