Mendonça age com cautela e se prepara para enquadrar o diretor da PF de Lula por obstrução da Justiça

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O ministro André Mendonça está certamente analisando a melhor estratégia para proceder com a investigação sobre a possível e provável obstrução da Justiça ocorrida no caso Lulinha e efetuada pela cúpula da Polícia Federal. No mês passado, ele já havia recebido o relato real das tratativas para a remoção do delegado Guilherme Figueiredo Silva do comando do inquérito do roubo do INSS.

O ministro, porém, adota cautela. Inicialmente questionou a PF sobre o atraso nas análises dos celulares apreendidos nas diferentes etapas da investigação e ouviu justificativas de falta de pessoal. Depois soube que Lulinha, apesar de alvo prioritário, havia sido colocado no fim da lista de investigados.

A situação escalou nos últimos dias com a tentativa da cúpula da PF de separar do bloco do INSS a investigação em relação ao filho de Lula. O objetivo, naturalmente, era retirar o caso do gabinete de Mendonça. Por isso, Andrei Rodrigues aproveitou o plantão de Alexandre de Moraes para aprovar a medida, com anuência da PGR. Felizmente, se deu mal. O plano falhou miseravelmente, o caso ganhou holofotes gigantescos e Mendonça ficou mais fortalecido para tomar as medidas necessárias.

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