

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra o Lulinha, filho de Lula (PT). O pedido foi encaminhado na semana passada e aguarda distribuição.
A nova investigação apura suspeitas de tráfico de influência no governo federal.
Segundo apuração, este terceiro inquérito não foi distribuído ao ministro André Mendonça, responsável por autorizar, na semana passada, a abertura de outras duas investigações envolvendo Lulinha.
Os dois primeiros inquéritos tratam de suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Um deles investiga suposta atuação no Ministério da Saúde relacionada à regulamentação de produtos medicinais à base de cannabis. O outro envolve contratos da empresa 3Structure IT LTDA com órgãos do governo federal.
No segundo caso, a empresa de tecnologia mantém contratos em vigor que somam R$ 55.721.051,62 com a administração federal. Além disso, recebeu aproximadamente R$ 49 milhões em repasses, conforme dados do Portal da Transparência.
Já o primeiro inquérito também investiga a atuação de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo a investigação, ele custeou viagens de Lulinha à Europa enquanto mantinha interesses relacionados à comercialização de produtos à base de cannabis.
A defesa de Lulinha nega irregularidades e sustenta que não há elementos que comprovem a prática de tráfico de influência ou corrupção. Enquanto isso, o pedido da Polícia Federal aguarda definição do relator que conduzirá o terceiro inquérito no Supremo Tribunal Federal.
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