URGENTE: "Bomba" vaza e revela repasses de lobista do INSS a assessor de Lula
03/08/2026 às 22:05 Direito e Justiça
A empresária e lobista Roberta Luchsinger, citada em investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), realizou transferências financeiras para Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre janeiro de 2023 e 21 de julho de 2026. Os valores exatos e a finalidade dos pagamentos ainda são desconhecidos e fazem parte das apurações conduzidas pela Polícia Federal.
A informação é do portal Poder 360.
Segundo informações obtidas por pessoas com conhecimento das investigações, os repasses somariam dezenas de milhares de reais. Embora exista a informação de que os pagamentos poderiam alcançar cerca de R$ 80 mil, esse montante ainda não foi confirmado oficialmente pelas autoridades responsáveis pelo inquérito.
A informação passou a circular nos bastidores políticos de Brasília nas últimas semanas, pouco depois da exoneração de Marcola do Palácio do Planalto. O tema também teria sido comentado durante a convenção que oficializou a candidatura do presidente Lula à reeleição, gerando preocupação entre integrantes do Partido dos Trabalhadores diante do impacto político que novas revelações sobre o caso possam provocar.
Até o momento, não foi esclarecido com que frequência os pagamentos ocorreram nem a motivação das transferências. Os detalhes completos estão sob análise da Polícia Federal.
Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Roberta Luchsinger informou que desconhece o conteúdo das informações divulgadas e afirmou que responderá aos questionamentos apenas nos autos do processo. O Palácio do Planalto e Marco Aurélio Santana Ribeiro também foram procurados, mas não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.
Roberta Luchsinger é investigada por sua suposta atuação em um esquema de fraudes envolvendo a Previdência Social. Ela prestou serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", preso desde 12 de setembro de 2025 durante o avanço das investigações.
Marcola era considerado um dos auxiliares mais próximos do presidente Lula. Além de acompanhar o petista há vários anos, era responsável pela organização da agenda presidencial e pelo gerenciamento de parte das comunicações direcionadas ao chefe do Executivo.
As investigações também apontam que Roberta mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. No início do inquérito sobre as fraudes no INSS, ambos chegaram a ser citados como possíveis participantes do esquema, hipótese negada pelos dois.
Lulinha é alvo de três inquéritos, incluindo uma investigação da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência. Em dezembro de 2025, surgiram informações indicando que ele seria investigado por supostamente ter recebido pagamentos mensais atribuídos ao grupo liderado pelo "Careca do INSS", fato que também é objeto de apuração.
Em entrevista concedida em maio de 2026, Roberta confirmou que apresentou Lulinha ao "Careca do INSS", mas negou qualquer intermediação de negócios entre os dois. Segundo ela, o encontro ocorreu apenas por um gesto de "boa educação" e não teve finalidade comercial.
Ao longo das diligências, a Polícia Federal identificou pelo menos seis viagens realizadas por Roberta e Lulinha com reservas emitidas sob o mesmo código localizador. Os deslocamentos incluem uma viagem a Portugal, em junho de 2024, além de cinco trechos nacionais realizados entre abril e junho de 2025. Para os investigadores, esses registros reforçam a proximidade entre ambos.
Os aparelhos celulares apreendidos durante a Operação Sem Desconto também contêm mensagens que deverão ser analisadas no decorrer do processo. Conforme as investigações, Roberta e Lulinha conversavam com frequência sobre assuntos relacionados ao INSS e a outras empresas.
Entre os diálogos sob análise, há mensagens nas quais Roberta consulta Lulinha sobre o prosseguimento de determinada operação e recebe a resposta: "Pode fechar". As conversas também abordariam possíveis operações envolvendo os Correios e a Dataprev, além de discussões sobre locais considerados seguros para guardar recursos financeiros fora do alcance da Receita Federal, incluindo referências a Luxemburgo.
As investigações seguem em andamento, e tanto os fatos envolvendo os supostos repasses a Marco Aurélio Santana Ribeiro quanto os demais elementos reunidos pela Polícia Federal ainda serão analisados no curso do processo. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre essas acusações, e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
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da Redação