Com a "corda no pescoço", Lulinha faz um pedido a Polícia Federal

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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, encaminhou pedidos ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal (PF) para que seja investigado um suposto vazamento de dados sigilosos relacionados ao empresário. Segundo os advogados, as informações telemáticas obtidas durante uma investigação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam sido acessadas de forma indevida e poderiam ter chegado à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em petição apresentada ao Ministério da Justiça, o advogado Guilherme Suguimori afirma que há indícios de motivação político-eleitoral nos vazamentos. Segundo a manifestação da defesa, os dados teriam sido direcionados à campanha de Flávio Bolsonaro, adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, com o objetivo de eventual exploração política das informações.

De acordo com os advogados, os fatos demonstrariam uma sequência de episódios envolvendo o acesso indevido a informações sigilosas. A defesa lembra que anteriormente já havia comunicado às autoridades o vazamento de dados bancários e fiscais de Lulinha, sem que, até o momento, tenha sido divulgada uma conclusão sobre aquela investigação. Agora, sustenta que também houve exposição de dados telemáticos extraídos do aparelho celular do empresário.

Além do pedido encaminhado ao Ministério da Justiça, a defesa protocolou uma representação na Corregedoria da Polícia Federal solicitando uma apuração interna sobre o tratamento dado ao material sigiloso.

Entre os requerimentos apresentados estão o rastreamento de todas as cópias produzidas dos arquivos, incluindo registros em estações forenses, servidores, sistemas internos, mídias removíveis, pastas compartilhadas e autos apartados. Os advogados também pedem a identificação de quem realizou cada cópia, quando isso ocorreu e qual autorização fundamentou cada procedimento.

Outro ponto solicitado é o levantamento de todos os perfis que tiveram acesso aos dados, acompanhado da justificativa formal para cada autorização concedida. A defesa ainda requer a identificação e o depoimento dos agentes públicos que tiveram contato com o material durante a investigação.

Segundo os advogados, a repetição de episódios envolvendo informações sigilosas indicaria possíveis falhas nos mecanismos de controle de acesso, rastreabilidade e proteção de dados sob responsabilidade da Polícia Federal. A petição também menciona preocupação com uma eventual utilização político-eleitoral de informações protegidas por sigilo em ano de eleições.

A investigação que resultou na obtenção dos dados foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a quebra do sigilo de informações do empresário no âmbito de um procedimento que tramita na Corte.

Até o momento da publicação das informações, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre as alegações apresentadas pela defesa de Lulinha.

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