A farsa da soberania: como o governo Lula entrega o Brasil à China sob o manto do antiamericanismo
04/08/2026 às 21:45 Internacional
A retórica ufanista da esquerda tenta vender ao público a imagem de um Brasil altivo e independente. Durante o evento que oficializou sua reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou em tom inflamado:
"Tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz. Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês vão meter o dedo nas nossas terras raras."
A realidade dos fatos, contudo, desmente o discurso. Na prática, a influência externa — especialmente a chinesa — já avança sem barreiras sobre as riquezas e a infraestrutura estratégica do país.
Por trás do discurso, esconde-se um alinhamento ideológico profundo e uma postura historicamente hostil aos Estados Unidos. A geopolítica do governo Lula prefere aproximar o Brasil de regimes autoritários a manter alianças pragmáticas com as democracias ocidentais, colocando em risco a independência nacional. Ainda nessa edição, A Verdade relembra a série de ‘ataques’ de Lula a Donald Trump, diferente do que acontecia com o ex-presidente Joe Biden, visivelmente senil na época e um verdadeiro títere nas mãos dos democratas, a esquerda americana.
O antiamericanismo histórico e o sonho do estado autoritário
Para o deputado estadual e professor Claudio Branchieri, a rejeição aos Estados Unidos não é mera tática pontual, mas um dogma enraizado na esquerda:
"Na verdade, a postura antiamericana do Lula é uma postura de toda a esquerda, isso é histórico deles. Eles sempre entenderam essa oposição entre o socialismo e o capitalismo que os Estados Unidos representavam. Quando o Lula chega à presidência, ele leva todo esse ódio ao 'imperialismo yankee' e faz disso uma política de Estado”,
afirma o parlamentar, em entrevista exclusiva à Verdade.
Branchieri aponta ainda que a busca por proximidade com o regime de Pequim reflete uma identificação com o modelo de poder exercido pelo Partido Comunista Chinês (PCC):
"Por uma questão ideológica, Lula se aproxima da China de Xi Jinping, que tem muito mais proximidade com as ideias que a esquerda defende, como um Estado grande, indutor, que interfere na vida das pessoas, onde não há liberdade de expressão. Esse é o Estado que Lula sonha para o Brasil. Nunca foi uma democracia. Essa aproximação não é pragmática, até porque o maior investidor produtivo no Brasil são os Estados Unidos (25% do total). Há uma admiração por transformar o Brasil numa versão sul-americana da China, um país que controla seus cidadãos”, ressaltou.
De acordo com Branchieri, na cabeça da esquerda, os americanos são a direita no mundo.
“Algumas pessoas na esquerda acham que não existe esquerda nos Estados Unidos, porque eles não consideram o Partido Democrata, o partido onde nasceu, por exemplo, a cultura woke, um partido de esquerda”, apontou
.
Durante participação no programa JCO Entrevista, o analista internacional Coronel Gerson destacou que a China joga para ganhar influência estratégica, não por amizade, e que uma relação excessivamente próxima com o regime chinês pode ser perigosa para o Brasil:
“Nosso país não pode agir com ingenuidade diante de um ator global que prioriza seus interesses acima de qualquer parceria ideológica ou supostamente ‘amigável’. O Brasil deve preservar sua soberania de verdade, proteger sua infraestrutura crítica e evitar armadilhas de endividamento e transferência de tecnologia sensível”, frisou.
Veja o programa JCO Entrevista com participação de Coronel Gerson:
A antítese dos valores ocidentais
O professor Eduardo Vieira reforça que a antipatia em relação a Washington decorre do choque entre a visão de mundo esquerdista e os pilares da sociedade americana:
"A América representa tudo o que a esquerda mais detesta: a liberdade de expressão, a meritocracia, a responsabilidade individual, a honestidade e a base cristã. É a antítese do que a esquerda defende, tornando impossível um alinhamento natural. Por outro lado, há sinergia total com regimes totalitários”, explicou, em entrevista exclusiva à Verdade.
Vieira critica também a falta de visão estratégica do atual governo diante das ambições de Pequim:
"A China não vê o Brasil com senso de irmandade ideológica; vê o Brasil como uma vaca leiteira para tomar o leite. E o governo petista não está interessado em nada estratégico, quer apenas formas imediatas de se locupletar, permitindo uma participação chinesa cada vez maior na extração de riquezas”, alertou.
Alerta geopolítico e riscos (reais) à soberania do Brasil
De acordo com o jornalista Claudio Dantas, sob o manto da atração de investimentos e do pragmatismo comercial, o atual governo vem chancelando uma entrega sistemática e silenciosa da infraestrutura crítica nacional ao controle direto do Partido Comunista Chinês (PCCh).
O mais recente e alarmante capítulo dessa engrenagem é a iminente aquisição de 20% da Rumo Logística pela estatal COFCO. O BTG Pactual já foi escalado pela Cosan para conduzir o negócio, e Pequim desponta como a favorita incontestável. Não se trata de livre mercado; trata-se de geopolítica pura e dura. Ao colocar as ferrovias que escoam a safra do Centro-Oeste nas mãos de um braço do Estado chinês, o governo Lula terceiriza a própria espinha dorsal do agronegócio brasileiro ao seu maior comprador. É o monopólio perfeito: a China passa a controlar a originação do grão, o frete ferroviário interno e os terminais portuários — como o STS-11 em Santos. O produtor nacional vira refém e o fantasma do desabastecimento interno ou da canalização forçada da produção vira ameaça real à nossa segurança alimentar.
Essa subserviência estratégica não é um fato isolado, mas a tônica de uma política externa que confunde soberania com alinhamento ideológico automático a regimes autocráticos. No setor elétrico, a vulnerabilidade já é sistêmica. Gigantes como a State Grid e a China Three Gorges fincaram bandeira nos ativos mais valiosos de transmissão e geração. Controlam as redes que trazem a energia de Belo Monte para o coração industrial do Sudeste e avançam vorazmente sobre os leilões de baterias e redes. Se Pequim decidir apertar o botão de “desliga” em uma eventual crise diplomática, o Brasil apaga.
Representantes do governo brasileiro em evento com CEO da Huawei – Reprodução internet
O flanco da segurança informacional é ainda mais estarrecedor pela omissão do governo. Enquanto o Planalto discute regulação de redes sob uma ótica estritamente partidária, relatórios internacionais de inteligência cibernética escancaram que grupos hackers umbilicalmente ligados ao Estado chinês, como o UNC2814, realizaram campanhas agressivas contra operadoras de telefonia e órgãos públicos brasileiros para roubar dados governamentais e obter vantagens em licitações. A resposta de Brasília? Silêncio obsequioso, enquanto a infraestrutura de 5G segue pavimentada com tecnologia da Huawei.
O mesmo padrão de dependência e inércia repete-se na segurança sanitária e nacional. O Brasil importa da China assustadores 90% do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para fabricar de antibióticos a vacinas básicas em laboratórios como Fiocruz e Butantan.
Na mineração, jazidas estratégicas de nióbio e terras raras em Goiás já respondem a comandos que vêm de fora. Nos mares, a China Merchants Port Holdings manda no terminal de contêineres do Porto de Paranaguá.
E Claudio Dantas vai além, falando sobre a possível relação (perigosa) do Partido Comunista Chinês com o Primeiro Comando da Capital (PCC):
Se a captura de ativos estratégicos por estatais ligadas ao Partido Comunista Chinês (PCCh) já deveria acender os alertas máximos no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o que emerge do submundo do crime organizado nacional transforma a negligência do governo em um escândalo de proporções continentais. Enquanto o Itamaraty joga confete em Pequim, as forças de segurança estaduais dão de cara com a engrenagem mais nefasta dessa simbiose: a aliança financeira entre a máfia chinesa e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações conjuntas da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda, que culminaram em operações contra empresas de fachada controladas por cidadãos chineses — como o caso emblemático da distribuidora de eletrônicos Knup Brasil, que expuseram um duto que movimentou mais de R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses.
O modus operandi é cirúrgico: plataformas digitais de comércio vendiam mercadorias reais, mas os pagamentos eram pulverizados em contas paralelas de laranjas e empresas fantasmas geridos pela facção criminosa paulista. Notas fiscais eram friamente inflacionadas e fraudadas para simular transações legítimas, asfixiando o fisco e reinjetando dinheiro limpo nas veias do narcotráfico.
https://claudiodantas.com.br/analise-lula-rifa-soberania-brasileira-para-a-china/
Para o vereador e historiador Darcio Bracarense, a postura de Lula é semelhante a de outros ditadores da América Latina, e se o povo brasileiro não acordar, pode ser tarde demais.
“Se fizermos uma análise fria, qual foi a postura do Hugo Chávez assim que ele assumiu a presidência da Venezuela? Foi exatamente essa, absolutamente hostil ao governo dos Estados Unidos, seja ele qual for. Chávez atacava o presidente norte-americano de todo jeito.
Aparentemente, Lula quer romper os laços com os Estados Unidos, os compromissos que o Brasil tem, e a gente vai ficar na mão de outro mercado, que é o chinês, não tem jeito. É claro que tem influência da China nisso, não tem menor dúvida. A China está comprando tudo no Brasil.
Se a gente estivesse bem, abrindo novos mercados e ampliando, mas não é o que vemos. Na prática, o governo Lula está simplesmente entregando riqueza para China. Então, vemos uma hostilidade de Lula em relação a todos os países que estão alinhados com os Estados Unidos, como Paraguai, Argentina...
Ou seja, o governo Lula está buscando isolamento, mantendo um vínculo com o sistema sino sino-soviético ou russo-chinês, chame como quiser. Eu não sei realmente como é que a gente vai conseguir alertar a população sobre isso que está acontecendo. Temos que esperar para ver como mercado vai reagir a isso. Eu acho que que o Brasil está chegando em um ponto de não retorno”, lamentou, em entrevista exclusiva à Verdade.
E o que domínio da China sobre o Brasil acarretaria? De acordo com o analista político Paulo Henrique Araujo, muitas pessoas, na direita ou fora dela, ainda não entenderam os riscos:
“O predomínio da China significará para o Brasil a blindagem total de um modelo de governança corrupto, uma sociedade permanentemente vigiada e punida, uma economia colonial voltada para alimentar a China e onde só prosperarão os empresários ligados à China e à elite corrupta nacional.
Além disso, o poder crescente das máfias do crime e da política criminosa; o corte dos vínculos com o sistema financeiro internacional baseado no dólar; a substituição das plataformas tecnológicas de base ocidental como o X pelas plataformas chinesas; a inteligência artificial no padrão liberticida chinês; a estatização progressiva através dos impostos de nível confiscatório, com o que sobrar da economia privada tornando-se cada vez mais politizado e sino-dependente.
Destaque também para a juristocracia galopante, destinada a garantir os direitos do Estado contra o cidadão e a manter o crime impune, turbinada por acordos secretos com o “judiciário” chinês; um legislativo de fachada que apenas valida as ordens do comitê central do corruptariado; o Brasil usado como plataforma da China e seus aliados totalitários para promover guerra híbrida contra os EUA e contra a América Latina em geral, inclusive para recuperar o poder do criminal-socialismo sobre os demais países latinoamericanos que estão libertando-se desse flagelo.
Ou seja, os corruptos agentes da China no Brasil estão instalados no poder para sempre, num sistema de partido único, o Partido Corrupto Brasileiro, filiado ao Partido Comunista Chinês”, completou.
da Redação