Gonet tentou ‘aliviar’ para Jaques Wagner, mas Mendonça não permitiu

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com a operação de busca e apreensão realizada em junho contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), mas se posicionou contra a apreensão de itens de luxo e dinheiro em espécie durante a ação.

No parecer enviado ao STF, Gonet classificou a apreensão de bens de alto valor como “prematura” e “invasiva”. Para o chefe do Ministério Público Federal, a medida extrapolaria a finalidade da operação.

“A apreensão de valores e bens de luxo ou de alto valor não se presta a esse intuito que justifica e legitima a providência invasiva. A apreensão requerida se mostra, ainda, prematura, porque a só existência de bens de alto valor nos recintos invadidos não é, por si, crime”, escreveu

Apesar do parecer, o ministro André Mendonça autorizou a medida solicitada pela Polícia Federal.

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