
Em novo fiasco internacional Brasil fica totalmente isolado na OEA

05/08/2026 às 20:28 Política

O Brasil foi o único país da Organização dos Estados Americanos (OEA) a não apoiar a convocação de uma reunião de ministros das Relações Exteriores para tratar da crise política na Nicarágua. A proposta, apresentada pelos Estados Unidos e apoiada por Argentina, Costa Rica, Panamá e Paraguai, foi aprovada pelos demais integrantes da organização.
Durante a sessão do Conselho Permanente da OEA, a representante brasileira, Thaís Mesquita Candia Pecoraro, afirmou que a convocação da reunião neste momento seria prematura. Segundo ela, a situação na Nicarágua deve ser tratada como uma crise política com impactos sobre os direitos humanos, e não como uma ameaça à segurança regional.
A diplomata também defendeu que a questão migratória relacionada à Nicarágua seja analisada sob a ótica dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável, argumentando que uma reunião ministerial neste momento poderia dificultar o diálogo entre a OEA e o governo nicaraguense.
Já os países favoráveis à proposta afirmaram que a decisão do governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo de cancelar as eleições exige uma resposta mais firme da comunidade internacional. Durante a reunião, representantes também citaram denúncias de violações de direitos humanos e defenderam uma atuação mais efetiva da OEA diante da crise no país.
Assim, mesmo com posicionamento deplorável do Brasil, a OEA aprovou a convocação da reunião extraordinária de chanceleres. A decisão ocorreu no Conselho Permanente da instituição.
Yan Gabriel
Acadêmico de Jornalismo.











