
“Réu confesso”, Janones admite que vai voltar a delinquir. Resta saber o que fará a Justiça

06/08/2026 às 19:35 Política

André Janones (Avante-MG) publicou uma foto ao lado de Lula e se referiu a campanha eleitoral que está prestes a começar oficialmente, como uma “guerra”.
“Aceitei a missão mais uma vez! Hoje à tarde avisei ao Presidente, pessoalmente, que tô disposto matar ou morrer pra livrar nosso país da extrema direita de uma vez por todas. Tirem as crianças da sala porque o jogo agora é de gente grande e eu, assim como a 4 anos atrás, FAREI O QUE PRECISA SER FEITO!”, disse.
Janones nem deveria mais ser deputado. Foi flagrado num esquema de rachadinha e só escapou em razão da ajuda providencial de Guilherme Boulos.
E ele prosseguiu:
“Sem medo, sem pudor e sem remorso! CAMPANHA “FOFA” É O CARALHO! VAI COMEÇAR! É GUERRA!”, finalizou Janones.
Como se sabe, Janones foi um dos destaques negativos da última campanha eleitoral, por ter mentido abertamente sobre Jair Bolsonaro e seus aliados. Ele admitiu essas mentiras durante uma espécie de masterclass de fake news para uma plateia do PT, num evento chamado “Porta-voz do Lula”, em junho. Na realidade, o verdadeiro ‘gabinete do ódio’.
“Para salvar a democracia neste país… Antes eu dizia que valia quase tudo. Eu mudei o meu discurso nestes quatro anos. Hoje, para mim, vale tudo para salvar a democracia deste país”, discursou o deputado no evento feito para mobilizar a militância nas redes.
E disse ainda:
“Desviar o foco, gente, não é mentir, não. É você contar uma outra história, com a outra visão. Por exemplo, quando eu digo que foi um sucesso, que eu levei a capivara do Flávio Bolsonaro [em viagem para os Estados Unidos], e o lado de lá fala que nós não fomos recebidos, que nós fomos ridicularizados, que viramos meme, nenhum lado está mentindo. São pontos de vista. Você pode enxergar que a missão foi um fiasco, você pode enxergar que foi um sucesso”, disse Janones aos militantes do PT, em referência à comitiva lulista que ele liderou aos Estados Unidos.
Pouco depois, ele lembrou de uma das mentiras que contou na eleição de 2022.
“Eu tinha um celular que me foi passado por uma pessoa que coordenou a campanha do Bolsonaro em 2018 e que era então meu aliado. E, nesse celular, tinha conteúdos do celular do [falecido ex-ministro de Jair Bolsonaro, Gustavo] Bebianno. Imagens de bastidores que ninguém nunca tinha visto. Então, eu tinha mesmo esse conteúdo. Eu fui na rede social e falei: ‘Olha, recebi os conteúdos do celular do Bebianno e vou soltar a qualquer momento”.
Mesmo diante de tanta fake news e da própria confissão, ele saiu ileso do último processo eleitoral. A conferir como será tratado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano.
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