Concurso de piadas: O “porreta” da república de bananas

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A República de Bananas é um país tão generoso que permite aos seus governantes distribuírem títulos a si próprios como se participando de uma espécie de concurso de PIADAS em que o único jurado é o próprio candidato.

Foi assim que o PRESODENTRO resolveu anunciar, sem consulta popular, sem plebiscito e sem exame toxicológico de autoestima, que além de “RETADO”, é um sujeito "PORRETA".

A palavra caiu na praça como garrafa vazia em piso de botequim, os cupinchas divulgando como "extraordinário", "corajoso" e o povo que possui doutorado em ironia e pós-graduação em sobreviver a governos... decompondo a expressão que por ironia começa com PORRE, aquele estado em que o cidadão fala mais do que pensa, promete mais do que pode cumprir, enxergando o mundo de cabeça para baixo, jurando na manhã seguinte que nunca disse aquilo... com expressões do tipo: - “O problema do porre é que passa” e - “Os discursos dele são redigidos pelo Sidônio o MEDÔNHO que parece também viver em ressaca permanente”.

Enquanto isso, um filósofo de calçada, desses que transformam um copo de CACHAÇA em tratado de ciência política, matou a charada: - Ele não disse "PORRETA" e o povo é que já está pensando em "PORRETE" levando todos a arregalaram os olhos.

Calma! Não o porrete de madeira, instrumento digno das cavernas, mas o porrete da democracia, aquele fabricado com consciência, embrulhado em esperança, entregue discretamente ao eleitor no dia da eleição como um artefato extraordinário que não quebra vidraças, não provoca hematomas, não exige força física e basta um toque na urna para produzir um estrondo político capaz de desmontar impérios de vaidade.

Na República de Bananas, muitos governantes confundem microfone com espelho, falam tanto para admirar a própria imagem que acabam acreditando nas próprias legendas, autoproclamando-se gênios, salvadores, mitos e claro PORRETAS.

O problema é que existe um personagem muito mal-educado chamado eleitor que costuma ouvir tudo em silêncio, sorrir de canto, balançar a cabeça e guardar a resposta para o único dia em que a opinião dele vale mais do que qualquer discurso oficial, e é nesse momento que aparece o verdadeiro "PORRETE", não o da violência, mas o da soberania popular, aquele que transforma arrogância em aposentadoria política sem levantar um único pedaço de pau.

A História é impiedosa com os governantes apaixonados pelo próprio reflexo que acreditam serem eternos, todos imaginando que são maiores que a paciência do povo, descobrindo tarde demais, que a urna não serve para guardar elogios, mas sim para contar votos e voto, quando perde a paciência, costuma aplicar uma surra silenciosa na vaidade.

Na República de Bananas, todo governante tem o direito de se considerar "PORRETA" e o eleitor de conservar o privilégio de decidir, nas urnas, se era mesmo... ou apenas mais um caso clássico de ressaca de poder.

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