A revelação atroz sobre o comandante do voo da Voepass que caiu em Vinhedo e matou 62 pessoas
08/08/2026 às 18:21 Sociedade
O relatório final da Polícia Federal sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024, aponta que o comandante Danilo Romano foi promovido ao comando de aeronaves ATR sem ter a experiência mínima exigida pela própria empresa.
Segundo a PF, essa ascensão rápida o deixou mais vulnerável a pressões internas para omitir panes e falhas técnicas.
De acordo com depoimentos colhidos pela investigação, Romano chegou à companhia após voar jatos Airbus e assumiu o comando de ATR mesmo sem experiência anterior no modelo.
Pilotos ouvidos pela PF afirmaram que comandantes mais rigorosos eram deixados de lado, enquanto profissionais alinhados à chefia avançavam mais rápido na carreira. A investigação também cita relatos de pedidos para que problemas técnicos não fossem registrados, evitando a retirada de aviões de operação.
Para a PF, a pouca experiência prática de Romano no ATR também influenciou a reação da tripulação ao acúmulo de gelo no voo 2283, que caiu com 62 pessoas a bordo e não deixou sobreviventes.
A Voepass afirmou, em nota, que sempre seguiu os protocolos de segurança, manutenção e treinamento previstos pela Anac, disse que os pilotos eram treinados para situações de gelo e declarou que a tripulação era habilitada e devidamente certificada.
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da Redação