Corpo de fazendeiro desaparecido é encontrado carbonizado e crime desperta mistério

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O corpo encontrado carbonizado na caçamba de uma caminhonete em uma área rural de Caturaí, na Região Metropolitana de Goiânia, é do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos. A identificação foi confirmada neste fim de semana.

Cleuber havia desaparecido na terça-feira (4), após sair de Goiânia com destino ao sítio da família. Ele disse à esposa, Gleide Rosa, que retornaria no mesmo dia, mas não voltou.

Na manhã seguinte, a família iniciou as buscas. Um vizinho foi até a propriedade e encontrou a porteira trancada, sem sinais de Cleuber ou da caminhonete. Posteriormente, o veículo foi localizado em uma entrada de um bananal.

Um caseiro havia relatado ter visto um carro vermelho parado na região no dia anterior. Depois, percebeu fumaça e encontrou o veículo em chamas. O corpo de Cleuber estava na caçamba.

Durante as investigações, um homem foi preso. A polícia chegou até ele após identificar que o carro vermelho visto pelo caseiro pertencia a um vizinho. Na casa do suspeito, os policiais encontraram uma garrucha calibre .22 e 35 munições. A Justiça, porém, determinou que ele responda ao processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. A prisão em flagrante pelo homicídio foi considerada ilegal.

O advogado do suspeito afirmou que o cliente não participou do homicídio. De acordo com a defesa, ele teria apenas emprestado o carro para outra pessoa no dia do crime, sem saber qual seria a finalidade do veículo. O advogado também declarou que o suspeito está colaborando com a Polícia Civil.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte de Cleuber e identificar todos os envolvidos no crime.

Em entrevista à TV Anhanguera, a viúva de Cleuber, Gleide Rosa, falou da dor que a família está sentindo.

"Meu esposo não tinha desavença com ninguém. É muito, muito triste. É muita covardia a pessoa vir tirar um bem da pessoa que está trabalhando e ainda fazer uma covardia dessa com a pessoa", desabafou.

Gleide disse que quer justiça para a morte do marido. "Vou lutar por justiça, nem que seja a última coisa que eu possa fazer", afirmou.

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