
Ministério Público quer impugnar a candidatura da jovem deputada que fez a esquerda surtar no plenário da Alesp

10/08/2026 às 09:00 Política

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O Ministério Público Eleitoral quer impugnar o registro de candidatura à reeleição da deputada estadual Fabiana Bolsonaro.
A deputada não pertence à família Bolsonaro. Seu nome civil é Fabiana de Lima Barroso Souza, filha do pastor Adilson Barroso, fundador e presidente nacional do antigo Patriota, hoje Partido Renovação Democrática (PRD).
Segundo o órgão, a escolha pode induzir o eleitor a acreditar que ela tem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que não ocorre.
O procurador Paulo Taubemblatt afirma que o uso do sobrenome pode gerar confusão sobre a identidade da candidata e provocar migração de votos.
“Trata-se, portanto, de nome de urna capaz de estabelecer dúvida quanto à identidade da candidata, o que é expressamente vedado. Ademais, o uso de ‘Bolsonaro’ no nome de urna por candidato que não pertence à família do ex-Presidente da República nem possui o referido sobrenome em seu registro civil pode gerar migração de votos e causar desequilíbrio no pleito”, afirmou.
A ação cita decisões anteriores da Justiça Eleitoral que impediram o uso de nomes de urna considerados capazes de gerar dúvidas sobre a identidade de candidatos, inclusive em casos envolvendo o sobrenome Bolsonaro.
Fabiana já havia tentado concorrer como “Fabiana Bolsonaro” em 2022.
Na ocasião, a Justiça Eleitoral barrou o nome, e ela disputou a eleição como “Fabiana B.” e foi eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo com 65.497 votos.
O prazo para o PL contestar a impugnação é de sete dias.
Fabiana foi alvo, em março, de uma representação no Conselho de Ética da Alesp por causa de um discurso em plenário no qual teria feito uso de “blackface” e declarações sobre identidade de gênero.
No microfone, com o corpo pintado de marrom, disse ter gozado dos privilégios associados à pele branca ao longo de toda a vida e perguntou, diante dos colegas: “Agora, aos 32 anos, decido me maquiar, me travestir como uma pessoa negra. E agora, virei negra?”
A fala foi construída como analogia à identidade de gênero de Erika Hilton, que é uma mulher trans negra.
Dezoito deputados de PT, PSOL, PCdoB e PSB pediram a apuração de possível quebra de decoro parlamentar.
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