Detalhes da trama diabólica para acusar falsamente Alfredo Gaspar são revelados: Até uma atriz foi contratada
10/08/2026 às 11:55 Denúncias
Em depoimento prestado à Polícia Legislativa, um comerciante revelou ter participado de uma trama elaborada para acusar falsamente o deputado Alfredo Gaspar, atual vice na chapa de Flávio Bolsonaro, de abuso sexual.
A narrativa, segundo ele, foi montada com a participação de uma jovem identificada como Marcela (também referida como Jailma), que assumiria identidade falsa e receberia valores para sustentar a versão.
O depoente afirma que a operação tinha o objetivo claro de atingir politicamente o relator da CPMI do INSS.
Em conversa com Carlos Roberto Lopes, este passou a atacar verbalmente o relator, chamando-o de “canalha”, “safado” e “vagabundo”, e afirmando que “tinham que acabar com a raça desse cara”. Foi nesse contexto que o declarante passou a perceber que a narrativa montada com Marcela seria utilizada como instrumento político contra o parlamentar.
O caso começou a ganhar contornos em 14 de abril, quando a assessora de Gaspar, Marise Pena, relatou ter recebido uma ligação de Luiz Antonio Lopes. Nesse contato, Lopes afirmou ter conhecimento da armação e revelou que sua própria conta bancária havia sido utilizada para receber os pagamentos destinados a Marcela. Foram registrados três depósitos: R$ 10 mil, R$ 4 mil e R$ 2,5 mil, totalizando pelo menos R$ 16,5 mil. Um desses valores, de acordo com o depoimento, teria sido feito por Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que chegou a ser preso por determinação da própria CPMI por mentir ao colegiado. O depoente destaca ainda que os pagamentos eram feitos, em regra, por outras pessoas, aparentemente para evitar que os principais envolvidos figurassem diretamente nas transações bancárias.
O detalhe mais grave da história aparece na descrição de uma reunião virtual. Segundo o depoimento, Marcela viabilizou um encontro pelo Google Meet no qual estiveram presentes o próprio deputado federal Lindbergh Farias, Carlos Roberto Lopes, um vereador de Nova Iguaçu conhecido como “Toninho da Padaria” e outras pessoas não identificadas. Durante a reunião, Marcela cobrou o pagamento que lhe havia sido prometido e foi informada de que o valor seria providenciado, o que de fato ocorreu por meio de terceiros. O declarante afirma, segundo sua percepção, que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integrava o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa falsa.
Na avaliação do depoente, o indivíduo chamado Lucas foi apontado por Marcela e também percebido por ele como o mentor inicial da ideia daquela simulação. O conjunto de informações coloca o parlamentar no centro de uma operação que, se confirmada, configura tentativa de manipulação política por meio de acusação fabricada, pagamentos dissimulados e reuniões articuladas com o objetivo de destruir a imagem do relator da CPMI do INSS.
Carlos Arouck
Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.