Ex-ditador condecorado por Lula é condenado a morte por assassinatos e tortura
11/08/2026 às 09:36 Internacional
Um tribunal da Síria condenou o líder deposto Bashar al-Assad à morte nesta terça-feira (11), após julgamento à revelia, declarando-o culpado de crimes que incluem assassinatos, tortura e prisões arbitrárias durante a guerra de quase 14 anos no país.
Essa foi a primeira condenação contra Assad, que foi deposto em uma ofensiva rebelde em dezembro de 2024 — evento que pôs fim a décadas de domínio de mão de ferro de sua família sobre a Síria e à guerra brutal que matou centenas de milhares de sírios.
Assad fugiu da capital, Damasco, à medida que combatentes rebeldes se aproximavam, há quase dois anos, e atualmente encontra-se em Moscou.
Atef Najib, uma autoridade de segurança ligada a Assad, também foi condenado à morte.
Bashar, nascido em 1965, assumiu a presidência em 2000, após a morte de seu pai, Hafez al-Assad. Ele manteve o domínio da família e a hegemonia de sua seita alauíta em um país de maioria muçulmana sunita, bem como o status da Síria como aliada do Irã e hostil a Israel e aos EUA.
Moldado em seus primeiros anos pela Guerra do Iraque e pela crise no Líbano, o governo de Assad foi marcado pela guerra civil, que eclodiu a partir da Primavera Árabe de 2011, quando sírios que exigiam democracia foram às ruas e enfrentaram uma repressão violenta e letal.
Em 2010, Lula condecorou o então presidente da Síria com o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. A honraria foi entregue durante uma visita de al-Assad ao Brasil.
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da Redação