Goleiro Bruno cobra R$ 4 milhões da Band por suposta perseguição em reportagens
12/08/2026 às 17:44 Direito e Justiça
O ex-goleiro Bruno Fernandes entrou com uma ação judicial contra a Band na qual acusa a emissora de promover uma suposta perseguição contra ele por meio de reportagens exibidas no programa Melhor da Tarde. O ex-atleta pede R$ 4 milhões em indenização por danos morais e violação de seu direito de imagem.
O processo tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Na ação, Bruno sustenta que declarações feitas pela apresentadora Catia Fonseca e a forma como matérias sobre sua trajetória foram abordadas teriam prejudicado seu processo de ressocialização e dificultado a busca por novas oportunidades profissionais.
Catia Fonseca não integra mais o quadro de funcionários da Band. A apresentadora deixou a emissora em 2025, mas, durante o período em que esteve à frente do Melhor da Tarde, fez críticas contundentes ao ex-goleiro.
"Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas na hora que vão prender, quer fazer acordo", afirmou a jornalista em reportagem exibida em 2022.
Além das declarações da apresentadora, Bruno questiona outras matérias produzidas pela Band. Segundo a ação, o ex-goleiro entende que as reportagens explorariam sua imagem e sua reputação de maneira prejudicial.
O valor de R$ 4 milhões solicitado na Justiça é fundamentado, segundo o processo, em alegados danos morais e na suposta violação do direito de imagem do ex-atleta.
A Band e Catia Fonseca informaram que não irão comentar ações judiciais que ainda estão em andamento. A defesa de Bruno, por sua vez, não respondeu às tentativas de contato.
Não é a primeira disputa judicial entre Bruno e a Band. Em outra ocasião, o ex-goleiro chegou a solicitar que a Justiça proibisse a emissora de mencionar seu nome no Melhor da Tarde e em outras reportagens.
O pedido, entretanto, não foi aceito. A Justiça entendeu que impedir a emissora de abordar o caso poderia representar uma restrição à liberdade de expressão.
"Note-se que o autor é pessoa pública. Ele respondeu a processo criminal que teve ampla repercussão midiática, de forma que, eventualmente, as circunstâncias e condições do caso retornam à cena, na qual se desenvolvem notícias e especulações, o que não por si só não é ilegal", ponderou a juíza Juliana Gonçalves Figueira.
Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a modelo Eliza Samudio, mãe de seu filho, Bruno Samudio.
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da Redação