URGENTE: Incorrigível, advogado famoso é novamente alvo da Polícia Federal
13/08/2026 às 08:11 Polícia
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na mansão do advogado Nelson Willians no âmbito da Operação Arena, realizada na manhã desta quinta-feira (13).
Esta é a segunda operação mirando o advogado no último mês. Em julho, Willians foi alvo de uma operação voltada a desarticular uma organização suspeita de comercializar créditos de ICMS fraudulentos.
A ação da Receita, Polícia Federal e Ministério Público Federal investiga um grupo empresarial suspeito de envolvimento em crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relacionados à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar.
Por determinação da Justiça, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em 14 endereços nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A decisão também autorizou a apreensão de bens e valores de até aproximadamente R$ 1 bilhão, montante relacionado às estimativas dos recursos que podem estar envolvidos nos crimes investigados.
Segundo as investigações, o grupo teria criado uma complexa estrutura com empresas no Brasil e no exterior para dar aparência de legalidade às operações. Embora as empresas estrangeiras fossem usadas para indicar que as atividades eram administradas fora do país, os investigadores identificaram indícios de que a gestão operacional, administrativa e as principais decisões ocorreriam, na prática, em território brasileiro.
Empresas registradas no exterior também teriam sido utilizadas para justificar grandes transferências internacionais de dinheiro, apesar de não apresentarem, segundo os investigadores, atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.
A apuração aponta ainda o uso de empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras. Esses mecanismos teriam sido utilizados para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
Os investigadores também encontraram possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização irregular de estruturas empresariais para reduzir ou evitar o pagamento de impostos sobre as atividades desenvolvidas.
A Receita Federal entrou na investigação em 2025 e contribuiu com análises sobre possíveis fraudes estruturadas, planejamento tributário abusivo, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Nesta fase da operação, 40 Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários participam da coleta de documentos e outros elementos relacionados às pessoas e empresas investigadas.
O material apreendido será analisado e poderá servir de base para futuras ações fiscais, incluindo a cobrança de impostos eventualmente devidos e o compartilhamento de informações com os órgãos responsáveis pela investigação.
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da Redação