Estudante de direito que viralizava com dicas contra golpes, é presa por dar golpe em parceria com o namorado
14/08/2026 às 15:26 Polícia
A estudante de Direito Micaelli Araújo, de 22 anos, que publicava nas redes sociais orientações para evitar golpes e para desbloquear contas bancárias suspensas por suspeita de fraude, foi presa preventivamente nesta sexta-feira(14), suspeita de praticar justamente esse tipo de fraude.
Segundo a investigação, Micaelli e o namorado, Rafael dos Santos Damasceno, simulavam uma loja de celulares para receber pagamentos por aparelhos que não eram entregues.
O casal foi preso durante a Operação Reflexo, deflagrada pela 8ª DP do Distrito Federal no Estado de São Paulo, com apoio operacional da PC/SP e de inteligência de uma plataforma de comércio eletrônico.
De acordo com a investigação, Micaelli e Rafael criavam e administravam perfis falsos que reproduziam a identidade visual de uma loja verdadeira especializada na venda de celulares.
Por meio dessas páginas, anunciavam smartphones e conduziam as negociações de forma a fazer as vítimas acreditarem que compravam de um estabelecimento legítimo. Após o pagamento, porém, os aparelhos não eram entregues.
Para reforçar a aparência de autenticidade, o casal também enviava fotos e vídeos próprios de celulares, caixas, embalagens e outros itens relacionados aos produtos anunciados.
Segundo a polícia, esse material era produzido em uma espécie de “loja cenográfica”, montada em um cômodo de imóvel utilizado pelo casal. O espaço era organizado para simular um estabelecimento verdadeiro e servia como cenário para as imagens encaminhadas durante as negociações.
No cumprimento das medidas judiciais, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos e caixas de celulares usados na composição do ambiente. Para a PC/DF, o material corroborou os elementos que já indicavam a existência da estrutura.
Ao longo da investigação, outro aspecto chamou a atenção da PC/DF em relação a Micaelli. Além de cursar Direito, ela atuava como estagiária em um escritório e publicava, nas redes sociais, conteúdos com orientações sobre como desbloquear contas bancárias bloqueadas por suspeita de fraude.
Segundo a corporação, essas publicações ganharam relevância diante da identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas e da circulação de recursos entre pessoas relacionadas ao núcleo investigado.
Fonte: Migalhas
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da Redação