
Professor negro mais jovem da história de Cambridge é encontrado morto após acusações de plágio

15/08/2026 às 07:15 Internacional

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O professor negro mais jovem da história da Universidade de Cambridge foi encontrado morto nesta sexta-feira (14), em sua casa, no sul de Londres, uma semana depois de renunciar ao cargo em meio a acusações de plágio e questionamentos sobre sua trajetória acadêmica. Jason Arday tinha 41 anos.
Segundo a polícia metropolitana de Londres, agentes foram chamados ao endereço pouco depois das 15h. Um homem de 41 anos foi encontrado sem vida no local. A morte é considerada inesperada, mas não é tratada como suspeita, e a polícia informou que, até o momento, não acredita que outra pessoa tenha participado do episódio. As informações são do jornal britânico The Guardian.
Arday havia sido nomeado professor de sociologia da educação em Cambridge em 2023 e se tornou, aos 37 anos, o mais jovem professor negro da história da instituição. Sua trajetória até uma das universidades mais prestigiadas do mundo havia sido marcada por uma narrativa de ascensão acadêmica pouco comum.
Ele deixou o cargo na semana passada, depois que Cambridge anunciou uma investigação interna sobre novas informações relacionadas às suas qualificações acadêmicas, nomeações honorárias e reclamações de possível má conduta acadêmica.
Os questionamentos sobre as qualificações de Arday ganharam repercussão pública no mês passado depois de serem levantados por Nathan Cofnas, ex-pesquisador de filosofia de Cambridge.
Cofnas deixou a universidade após críticas feitas por ele a programas de diversidade, equidade e inclusão provocarem protestos.
Em 24 de julho, o "The Times" publicou uma análise da tese de doutorado de Arday, apresentada em 2015. Segundo o jornal, o trabalho continha vários trechos "idênticos ou quase idênticos" aos de um artigo publicado anteriormente por outro pesquisador.
A imprensa britânica também levantou dúvidas sobre a afirmação de Arday de que teria arrecadado 5,5 milhões de libras, cerca de R$ 38,8 milhões, para instituições de caridade por meio de desafios esportivos.
Entre os feitos citados por ele estavam correr 30 maratonas em 35 dias e percorrer cerca de 965 quilômetros em seis dias.
Dezenas de acadêmicos de Cambridge assinaram uma carta pedindo uma investigação independente sobre a contratação de Arday.
Inicialmente, a universidade defendeu o professor e afirmou que as acusações de plágio já haviam sido investigadas pela Liverpool John Moores University, instituição que concedeu o título de doutor a Arday.
Posteriormente, Cambridge mudou de posição e anunciou a abertura de uma investigação após receber "novas informações sobre as qualificações e nomeações honorárias do professor Arday".
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