
Erika Hilton destina milionária verba pública para irrigar entidade que preside e que dá sustentação ao seu mandato

16/08/2026 às 07:16 Política

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O uso de recursos públicos no Congresso Nacional volta ao centro de graves questionamentos éticos. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) alocou R$ 1,5 milhão do orçamento federal, via emenda parlamentar, para custear atividades da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong). O detalhe que acende o alerta no setor de fiscalização é que a entidade atua diretamente no suporte e na assessoria da Frente Parlamentar Mista LGBT+, estrutura idealizada e presidida pela própria deputada.
Na prática, o mecanismo cria um fluxo contínuo em que verbas públicas direcionadas pelo mandato parlamentar financiam a infraestrutura e o financiamento de entidades privadas que apoiam e impulsionam a agenda política e as matérias legislativas da própria parlamentar.
A distribuição do montante milionário detalha como a verba orçamentária é absorvida para cobrir despesas administrativas e operacionais da entidade:
Custeio de Pessoal e Passagens: Os repasses cobrem gastos operacionais que incluem a contratação de secretárias executivas, assistentes de comunicação, assessoria jurídica, além de diárias de hospedagem e passagens aéreas.
Financiamento de Lobby no Congresso: Pelo menos R$ 319,2 mil foram carimbados para ações diretas de advocacy e cooperação com a Frente de Hilton, atuando na pressão por mudanças legislativas de interesse do grupo.
Repasse Direto à Estrutura da Frente: No plano de trabalho do orçamento, consta a previsão expressa de transferência de R$ 103 mil diretamente para a Frente Parlamentar sob liderança da deputada do PSOL.
O direcionamento de verbas de emendas para organizações que prestam assessoria direta às estruturas comandadas pelo próprio parlamentar escancara as fragilidades éticas no controle do dinheiro público no Brasil. Quando um deputado utiliza o orçamento do Estado para irrigar entidades privadas que funcionam como extensão de seu mandato, cria-se um modelo de autossustentação com o dinheiro do contribuinte. Financiar salários, assessoria jurídica e viagens sob o pretexto de "fortalecimento institucional" em benefício do próprio grupo político não é interesse público.
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