Mendonça rejeita pesquisa da Quaest e manda recado aos institutos eleitorais
23/08/2026 às 10:26 Política
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu um recado claro e firme aos institutos de pesquisa eleitoral. Durante julgamento de recurso contra multa aplicada à Quaest, ele rejeitou a metodologia usada em levantamento de 2024. Mendonça apontou que a pesquisa não especificava adequadamente as áreas pesquisadas, limitando-se a descrições genéricas como “centro”, “leste”, “norte”, “sudeste” e “sul”.
“Isso é nada”, afirmou o ministro, comparando com uma pesquisa em São Paulo feita apenas por regiões amplas.
Em áreas tão vastas convivem classes sociais e perspectivas completamente diferentes, o que compromete a representatividade. Ele lembrou documento do IBGE: setores censitários devem respeitar, sempre que possível, os limites dos bairros legalmente definidos. No caso analisado, essa precisão simplesmente não existiu.
Mendonça enfatizou que pesquisas registradas e certificadas pelo TSE carregam legitimidade e impacto direto sobre a vontade do eleitor. Por isso, precisam de transparência ativa: dados claros, detalhados e apresentados com rigor.
Nenhum instituto é obrigado a registrar sua pesquisa. Mas, se quiser divulgá-la publicamente, deve submeter-se à validação de critérios pela Justiça Eleitoral.
O ministro deixou explícito que se trata de aperfeiçoar o sistema de pesquisas, não de punir o passado. As eleições de 2024 já terminaram, mas os parâmetros para o futuro precisam ser definidos agora.
Mendonça acompanhou o relator e reforçou a necessidade de critérios objetivos e verificáveis. O recado é direto: quem quer influenciar o eleitor com números precisa mostrar, com clareza, de onde esses números vieram.
da Redação