Uma das mais conhecidas redes de móveis e eletrodomésticos de SP protocola pedido de recuperação judicial

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A Comercial de Móveis Jordanésia e outras quatro empresas do grupo que controla as Lojas Marabraz - S.V.C. Jaraguá, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis - protocolaram pedido de recuperação judicial. O processo foi encaminhado à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo e envolve dívidas de R$ 140 milhões. A petição inicial é datada de 15 de agosto.

O pedido chega após a Justiça ter decretado a falência da Jordanésia em outro processo. Segundo a petição inicial, essa decisão está suspensa por efeito suspensivo concedido pela 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, em agravo de instrumento sob relatoria do desembargador Rui Cascaldi. O documento afirma que o mesmo juízo está prevento para julgar a recuperação justamente por causa do pedido falimentar anterior.

O site Valor Econômico descreveu a situação da empresa:

“A petição sustenta que a crise não vem da operação, mas do financiamento. De acordo com o documento, os imóveis comerciais e centros de distribuição que sustentavam as garantias do grupo estavam em uma sociedade patrimonial da família controladora, e a ruptura societária e familiar tirou dos administradores o controle desses ativos. Sem eles, ainda segundo a inicial, os bancos passaram a exigir novas garantias, reduziram limites, elevaram custos e deixaram de renovar linhas essenciais ao capital de giro - em um segmento que depende de crédito permanente para formar estoque.
O grupo entrou com o pedido sem as demonstrações contábeis oficiais exigidas pela Lei de Recuperação e Falências. A petição afirma que as empresas estão impossibilitadas de acessar o sistema em que ficam registrados seus dados financeiros e contábeis, em razão da interrupção dos serviços prestados pela Oracle do Brasil Sistemas, e pede ao juízo o restabelecimento do serviço, com o compromisso de apresentar a documentação em até 30 dias após a retomada do acesso.
A petição inicial também aponta mais de mil reclamações trabalhistas ajuizadas contra mais de uma das empresas e pede que locadores que já obtiveram medidas de despejo permitam a retirada de mercadorias e equipamentos das unidades. A rede chegou a operar 135 lojas em São Paulo, segundo o documento, que não informa quantas seguem abertas.
Fontes a par do assunto afirmam que a marca segue com forte reconhecimento entre os consumidores e que a retomada depende sobretudo de recompor capital de giro para reabastecer as lojas, alternativa que vem sendo estudada. As mesmas fontes afirmam que a disputa familiar não envolve as empresas em recuperação.
O grupo pede ainda a nomeação de administrador judicial, prazo de 60 dias para apresentar o plano de recuperação e a suspensão das execuções por 180 dias.”

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