Gigante da energia solar pede recuperação judicial e apresenta dívida de quase R$ 5 bilhões

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Uma verdadeira avalanche de pedidos de recuperação judicial está inundando os tribunais brasileiros. O país completamente desgovernado vive possivelmente o momento mais difícil de sua história. O presidente da República parece alheio a tudo isso, pois a gastança desenfreada continua em ritmo alucinado.

Desta vez é o Grupo Pontal-Thopen que está pedindo recuperação judicial com passivo de R$ 4,56 bilhões. O processo corre na 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e converte em recuperação a proteção provisória obtida em julho para negociar com credores.

Do total, R$ 2,29 bi formam o passivo que vota o plano, quase todo de credores sem garantia real, aqueles que ficam no fim da fila. Outros R$ 2,27 bilhões são dívidas entre empresas do próprio grupo. A negociação coletiva tentada nas últimas semanas não avançou.

Parte das usinas ainda não entrou em operação comercial ou começou a funcionar há pouco, enquanto as parcelas dos financiamentos usados para construí-las já venciam. Algumas ficaram prontas e não foram ligadas à rede no prazo, à espera das distribuidoras.

A companhia aponta ainda o custo do dinheiro. Com a Selic em patamar restritivo, ficaram mais caras tanto as novas captações quanto a rolagem do que já devia, e sumiu o financiamento de prazo longo compatível com o tempo que um parque de geração leva para se pagar.

Credores relevantes passaram a exigir pagamento antecipado, acionar cláusulas que derrubam todos os contratos quando um deles é descumprido, reter recebíveis e executar garantias. Em junho, o grupo ficou sem caixa para honrar uma obrigação de R$ 184 milhões e fechou acordo temporário para adiar a cobrança. O controlador chegou a emprestar R$ 11,5 milhões para manter as operações de pé.

O fundo Denham Capital, dono do grupo, afirma que os antigos controladores, a RZK, prestaram declarações que não correspondiam à situação real do negócio na venda da Thopen. Diz que R$ 300 milhões de um aporte de R$ 500 milhões foram consumidos por dívidas anteriores ao fechamento e abriu arbitragem na Câmara de Comércio Brasil-Canadá, pedindo o valor de volta.

A empresa afirma seguir operando normalmente, com compromissos com clientes e funcionários mantidos, e classifica o pedido como medida proativa de reorganização. A arbitragem contra os antigos donos ainda será julgada.

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