Médico enciumado com novo relacionamento da ex-mulher teria mandado matar empresário de 25 anos e acaba preso

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A Polícia Civil do Pará prendeu nesta terça-feira (18) quatro pessoas suspeitas de participação no assassinato do empresário Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira, de 25 anos, conhecido como Cairo Berg. O crime aconteceu em janeiro deste ano, no centro de Castanhal (PA), e a motivação pode estar ligada a ciúme e desentendimento amoroso.

O principal alvo da operação Veritas foi o médico Joaquim Pereira Neto, apontado como o mandante do crime. Também foram presos o policial militar Felipe Pessoa Gonçalves, suspeito de ser o autor dos disparos, Sintia Morais das Chagas, esposa do PM, e Paulo Victor Vaz Andrade, que teria pilotado a moto usada na execução.

Segundo o delegado Allan Cavalcante, a linha mais forte de investigação aponta que Cairo teria se envolvido com uma ex-companheira do médico logo após o fim do relacionamento dos dois. Isso teria gerado o desentendimento que terminou na morte do empresário.

“Havia um desentendimento do empresário com o médico em razão de um relacionamento. Essa moça teria, após o término, iniciado um relacionamento com o empresário”, explicou o delegado. 

Cairo Berg foi morto a tiros na noite de 11 de janeiro de 2026, por volta das 19h38, na Rua Comandante Francisco Assis, em frente à loja de celulares e eletrônicos onde trabalhava.

A investigação começou com a análise de imagens de mais de 20 câmeras de segurança. Os policiais conseguiram traçar a rota de chegada e de fuga dos criminosos e identificaram um imóvel usado como ponto de apoio antes do crime.

O trabalho envolveu reconhecimento facial, perícia prosopográfica e análise de trajetos. A polícia percebeu que os alvos mudavam constantemente de endereço, na tentativa de despistar a investigação.

Com base nas provas, a Justiça da 1ª Vara Criminal de Castanhal autorizou os mandados de prisão e busca. As prisões foram cumpridas simultaneamente em Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua.

Na ação, que contou com apoio do NAI, NIP, CORE e da Operação Ponto Crítico, os quatro presos optaram por ficar em silêncio.

A Polícia Civil informou que o inquérito deve ser concluído em até 10 dias. Se surgirem indícios de participação de outras pessoas, um novo inquérito pode ser aberto.

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