
Casas Bahia 17/08/2026 Quando o consumidor quebra, o comércio cai junto: Casas Bahia é o novo retrato do Brasil
Famílias, empresas e empregos estão sendo esmagados pelas dívidas.


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A Casas Bahia enfrenta dezenas de ações de despejo movidas por proprietários e administradores de imóveis em diferentes cidades, além de notificações para rescisão ou vencimento antecipado de contratos de locação.
Os processos envolvem lojas instaladas em shopping centers e outros imóveis comerciais, além de galpões logísticos.
Diante desse quadro delicadíssimo, na tentativa de sobreviver, a empresa já fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários.
Entretanto, a Casas Bahia acaba de ser surpreendida por uma ordem judicial que determina que todos os funcionários demitidos sejam imediatamente recontratados.
Faltou constar na ordem judicial onde a empresa vai colocar esses funcionários, vez que as lojas foram fechadas, e de onde virá o dinheiro para pagar os salários dessa gente.
Luciano Hang, dono da Havan, viralizou ao se posicionar indignado com essa situação:
“Empresa privada é aquela em que o governo manda. Empresa pública é aquela em que ninguém manda.
Parece piada, mas é o Brasil. O governo perde o controle dos gastos, aumenta a dívida pública, pressiona a inflação e ajuda a manter a Selic entre 14 e 15%. Juros altíssimos sufocam o consumo, encarecem o crédito e pesam ainda mais sobre empresas endividadas.
A Casas Bahia enfrenta uma grave crise financeira e está em recuperação judicial. Precisa reduzir custos, fechar lojas e reorganizar sua operação para tentar sobreviver. E o que acontece? A Justiça do trabalho suspende 1.900 demissões e ainda impede novos cortes.
Ou seja, o Estado ajuda a criar um ambiente econômico que agrava a situação das empresas e, quando uma delas tenta tomar medidas para sobreviver, interfere novamente e dificulta a recuperação.
Quem conhece as contas? Quem paga os salários? Quem responde pelas dívidas e pelos prejuízos? Empresa saudável gera empregos. Empresa quebrada não gera emprego para ninguém.”
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