A gigantesca criatividade do advogado de Lulinha: A peça principal da nova tese

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Diante de mensagens que o próprio Lulinha trocou, com nome, valor e assunto documentados, a defesa encontrou uma saída original: a culpa não é do conteúdo, é de quem revelou o conteúdo.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, afirmou ao Poder360 que os inquéritos seriam arquivados se seu cliente não fosse filho do presidente — como se ser filho do presidente e usar esse sobrenome para abrir portas no governo do próprio pai não fosse, precisamente, o problema.

A peça central da tese é chamar de "bolsonarista" a ala da Polícia Federal responsável pela apuração — em entrevista à GloboNews, Carvalho disse que o objetivo seria "ganhar a eleição no tapetão". Curiosamente, ele fez questão de isentar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do rótulo. Ou seja: a cúpula da corporação é confiável, mas os agentes que efetivamente apuraram o caso, não. É acusação sob medida, recortada para não incomodar quem manda.

Sem conseguir explicar o teor das mensagens — R$ 100 milhões projetados, pagamentos em espécie, grupo de WhatsApp com codinomes —, a defesa preferiu mudar de assunto: Carvalho voltou a citar o caso Dark Horse e a mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília, como se o comportamento do adversário eleitoral tivesse qualquer relevância jurídica para o que o próprio Lulinha escreveu com as próprias mãos.

O timing não ajuda a narrativa vitimista: no mesmo dia da entrevista, a PGR pediu o envio de um dos inquéritos contra Lulinha à primeira instância — decisão de órgão que, até prova em contrário, não segue instruções de nenhum "núcleo bolsonarista".

É o manual de sempre, atualizado: quando a prova é documental, ataca-se o mensageiro. A diferença é que, desta vez, o mensageiro é a própria mensagem — e o remetente é o filho do presidente.

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da Redação
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