Alvo de "censura" nas redes, candidato surpreende a todos e faz sucesso com criatividade
24/08/2026 às 16:13 Política
As eleições de 2026 impuseram um novo desafio às campanhas: como conquistar atenção nas redes sociais em um ambiente cada vez mais restritivo para conteúdos políticos?
Em Brasília, o jornalista e candidato a deputado federal pelo NOVO Emílio Kerber (3010) decidiu apostar na criatividade para tentar furar a bolha e ampliar o alcance de sua comunicação.
Diante das limitações impostas pela Meta à publicidade política em suas plataformas, a estratégia da campanha tem sido produzir vídeos pensados para conquistar alcance de forma orgânica, utilizando humor, situações do cotidiano, ironia e formatos capazes de prender a atenção do eleitor logo nos primeiros segundos.
Em vez de depender apenas do modelo tradicional de vídeos políticos, Kerber tem explorado cenários e abordagens diferentes para transformar mensagens eleitorais em conteúdos com maior potencial de compartilhamento.
A lógica é simples: se ficou mais difícil comprar alcance, tornou-se ainda mais importante conquistar a atenção.
Entre as estratégias estão vídeos gravados em situações inesperadas, analogias visuais, críticas políticas com humor e bordões que ajudam a criar identificação e reconhecimento. A comunicação também busca adaptar temas políticos à linguagem rápida das redes sociais.
Para Kerber, as mudanças obrigam candidatos a repensarem completamente a forma de fazer campanha digital.
“Não basta mais colocar o candidato diante de uma câmera e esperar que o vídeo alcance milhares de pessoas. Hoje você disputa a atenção do eleitor com entretenimento, notícias, influenciadores e milhões de outros conteúdos. Quem não for criativo simplesmente não será visto”, afirma.
A estratégia também reforça uma característica da campanha do candidato, que adotou como assinatura expressões como “A Voz da Direita em Brasília”, “Nem todo careca é do mal” e “Faz o E”, associadas ao número 3010.
Criatividade virou ativo eleitoral
O cenário mostra uma mudança importante na comunicação política. Com menos possibilidades de distribuição paga em determinadas plataformas, criatividade, retenção e compartilhamento passam a ter peso ainda maior.
Isso significa que campanhas menores podem encontrar uma oportunidade: um conteúdo criativo pode alcançar públicos que dificilmente seriam atingidos apenas pelos métodos tradicionais de propaganda eleitoral.
Emílio Kerber aposta justamente nessa brecha.
A estratégia é transformar cada vídeo em uma peça capaz de competir pela atenção do usuário antes mesmo de competir pelo voto.
Em uma eleição na qual milhares de candidatos disputarão espaço nas mesmas telas, ser diferente deixou de ser apenas uma escolha de comunicação. Pode se tornar uma questão de sobrevivência eleitoral.
da Redação