
Ruas lotadas, coro em Barretos e Flávio à frente nas pesquisas

01/09/2026 às 05:36 Política

Siga o Jornal da Cidade Online no Google
Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.
A esquerda tinha um roteiro: campanha morna, um favorito, oposição acuada. Aí a campanha abriu oficialmente no domingo 16 e o roteiro rasgou em sete dias. Três atos de rua, uma virada numérica e um coro que atravessou a transmissão da Globo. O eleitor que só vê o jornal das oito talvez não tenha percebido. O pecuarista de Barretos percebeu. E cantou.
Os fatos, em ordem. No domingo, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar abriram a campanha em Copacabana, no primeiro ato de rua do ciclo. Na terça, o time ganhou reforço de peso: Adolfo Sachsida anunciou “A partir de hoje me junto com muito orgulho ao time da campanha”, coordenado por Rogério Marinho. No sábado, dois palcos no mesmo dia: o Maracanãzinho, no Rio, para lançar Douglas Ruas ao governo do estado, e a arena de Barretos, em São Paulo, ao lado de Tarcísio Gomes de Freitas.
O Maracanãzinho rendeu a cena da semana. Espalhou-se a versão de que o ginásio estaria às moscas, e o General Pazuello devolveu: “Já que o consórcio disse que estava vazio, vamos mostrar a verdade: o Maracanãzinho estava lotado!”. Até contagem de público virou disputa de narrativa. O torcedor conhece o expediente: quando o adversário lota o estádio, muda-se de assunto.
Em Barretos, o recado veio cantado. Giovani Cherini descreveu: “O coro tomou conta da arena e invadiu a transmissão ao vivo. A Globo até abaixou o som, mas já era tarde: o Brasil inteiro ouviu o recado”. Nikolas Ferreira, direto da festa: “Neutro é detergente, o agro é 22! Obrigado, Barretos!”. Flávio, em registro raro: “Hoje eu vi meu pai em todos os cantos de Barretos (SP)”. E Tarcísio completou: “quem alimenta o Brasil e o mundo merece o nosso respeito”.
Agora, os números. Na sexta, a pesquisa Veritá, divulgada pelo PL, mostrou Flávio “à frente de Lula no 2º turno, com 47,3% contra 42%”. Eduardo Bolsonaro já vazava o humor interno desde a terça: “VAI SER NO 1º TURNO!”, citando tracking do partido que “já o coloca a frente de Lula”. No Paraná, Jorge Seif Junior comemorou a Real Time Big Data: “Flávio Bolsonaro dispara na liderança, 44% contra 31% de Lula no primeiro turno”. Gustavo Gayer decretou: “É oficial!! Viramos o jogo!”. Pesquisa é retrato do momento, dirão os prudentes. Pois o álbum da semana só tem foto ruim para o Planalto.
E Lula? Coleciona problema que pesquisa não mede. Marcel van Hattem noticiou: “Lula pode ficar INELEGÍVEL por oito anos e ter CANCELADO seu registro de candidatura!”, porque o “TSE admite ação do Novo no caso da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói e intimará Lula e Alckmin por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação”. Enquanto um lado lota ginásio, o outro recebe intimação. O contraste dispensa marqueteiro.
Falta muito até outubro, e ninguém ganha eleição em agosto. Mas a primeira semana de campanha disse a que veio: rua cheia de um lado, nota de consórcio da mídia e intimação do outro.





