Depois de fazer 'beicinho' para Flávio, Faria Lima se curva à força eleitoral do bolsonarismo e o convida para palestras
25/08/2026 às 15:05 Opinião
'A Faria Lima já começou a marcar jantares para ouvir Flávio Bolsonaro a partir do fim desse mês de agosto'.
A frase não é minha, mas sim do arauto da esquerda, o colunista do jornal O GLOBO, Lauro Jardim. Nada é por acaso essa nota provavelmente foi aprovada pelas agencias milionárias de comunicação que assessoram as corretoras, fundos e bancos de investimentos que se aglomeram na famosa avenida paulistana.
Se você não conhece o conceito de ‘farialimer’, imagine o ex-governador João Dória com pulôver nos ombros, roupas de grife e um belo sapatenis. Eles também têm profundo desprezo pelo interior do país, apesar de adorarem os bilhões de dólares que o agronegócio gera.
Em 2022, o setor financeiro, os bilionários brasileiros (com poucas exceções com Luciano Hang) e toda a Faria Lima apoiou Lula em massa. Quem não se lembra do banqueiro Armínio Fraga declarando à Folha de SP “sonhei que o Lula será moderado”. Agora com a economia do país em frangalhos, empresas falindo e demissões aos milhares, o mesmo banqueiro diz “estou com medo”.
Num primeiro momento, a Faria Lima queira um candidato da 3ª via, um Eduardo Leite ou alguém do outrora PSDB, isso não vai rolar. Depois de festar com Daniel Vorcaro e serem pegos em relações cabulosas com o PCC na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. Atordoados pela bigorna da realidade a Faria Lima, seus executivos e CEOs com cabelos assentados com muito gel reconhecem: Ou elegemos o Flávio Bolsonaro ou iremos todos para o buraco petista. É como diz o ditado:
"O preguiçoso só aprende a nadar quando a água bate nas nádegas..."
Eduardo Negrão
Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.