Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

O rei Lula e seus onze mosqueteiros: “Um por todos, todos por um”

“OS TRÊS MOSQUETEIROS” é um livro de 1844, de autoria de Alexandre Dumas, que versa sobre importantes fatos do Século XVII, na França, durante os reinados de Luis XIII e Luis XIV. Esse livro rendeu toda espécie de “dividendos” no mundo da cultura. Sem dúvida foi uma das obras primas da literatura.

“Os Três Mosqueteiros” tinha originalmente o título de “Athos, Porthos e Aramis”, que eram membros do corpo de elite dos guardas do rei Luis XIII, os chamados “Mosqueteiros”, e como agiam quase sempre juntos, ficaram mais conhecidos como os “inseparáveis”.

D’Artagnan, com  18 anos, era um jovem francês ambicioso da Gasgonha. Ele foi a Paris com o único objetivo de integrar o corpo dos “mosqueteiros”, a guarda de elite do rei.   

Apesar de todos os boicotes e embaraços que teve que enfrentar para chegar ao comandante dos “mosqueteiros”, para quem era recomendado em carta de seu pai, ou ao próprio Luiz XIII - boicotes esses idealizados pelo Cardeal Richelieu e Milady, que conspiravam contra o rei - acabou conseguindo o seu intento.  Nessa oportunidade conheceu os (3) “inseparáveis”, e depois de resolvida uma “pendenga” rápida com armas brancas entre eles, acabaram se juntando e formando uma grande aliança e amizade, que perdurou pelos resto das suas vidas.                                                                                                

Portanto os “três mosqueteiros” passaram a ser “quatro” na realidade, acrescidos de D’Artagnan, mas o título original do livro foi mantido por sugestão do editor, aceito por Dumas.

Mas não estamos mais no Século XVII. E nem trataremos mais da situação da França.

A pergunta que se impõe nesse momento é saber onde poderia ser encontrada alguma semelhança entre a monarquia da França do Século XVII, no reinado de Luís XIII, e o regime de poder político do Brasil, no Século XXI, durante os governos do “Consórcio” PT/PMDB e outras “patifarias” afins (2003 a 2018). Quem seriam os “mosqueteiros” que hoje protegem o “Consórcio” governante do Brasil, ou o “Rei” do Brasil?

Considerando que os MOSQUETEIROS da França eram a “última instância” protetora do rei Luiz XIII, quais seriam então os “mosqueteiros” do Brasil que estariam dando a mesma proteção, de forma revezada, ao “trio” Lula, Dilma e Temer? 

Para que se consiga responder a essa indagação será preciso saber de quem seria a última palavra sobre o destino político e a liberdade ou prisão do ex-presidente Lula da Silva. Com infinita sabedoria, o patrono dos advogados do Brasil, Rui Barbosa, já lembrava que: “A PIOR DITADURA É A DO JUDICIÁRIO. DAS SUAS DECISÕES NÃO HÁ MAIS A QUEM RECORRER”. 

Melhor explicado, sabe-se que a última instância no Poder Judiciário é/ou sempre pode acabar no Supremo Tribunal Federal.  Aí é que estão os “onze mosqueteiros” que certamente terão poder de dar toda a proteção a Lula em relação ao “habeas corpus” que seus advogados impetraram no Supremo para livrá-lo da cadeia e, de “carona”, autorizar sua inscrição e concorrência à Presidência da República agora em 2018. Nem importa que essa decisão “libertadora” tenha força suficiente para desmoralizar totalmente a “instituição” JUSTIÇA BRASILEIRA, no caso específico representada pelo Juiz Federal Sérgio Moro, de Curitiba, e pelo TRF-4, sediado em Porto Alegre, que acabou confirmando a condenação de primeiro grau, com aumento da pena de prisão de Lula. Os “mosqueteiros” do STF terão cumprido à risca a “nobre” missão de ter salvo o “Rei Lula”.

Na verdade não sou muito chegado a piadas. Mas me arriscaria a propor aos “donos do poder” que convocassem imediatamente uma nova Assembleia Nacional Constituinte (é fácil), escrevendo-se uma nova Constituição, nela reinstalando-se a MONARQUIA, com a investidura de Lula, como Rei, ou seja, o Rei Lula. Ficaria bem mais ao estilo do que esse cidadão das “trevas” sempre pensou e agiu, já que se considera “dono” incontestável do cargo de Presidente da República. Por um lado certamente ele gostaria, pois quando chegasse o tempo certo, ele poderia ser sucedido pelo seu filho “Lulinha, que também não precisaria se dar ao trabalho de concorrer a nada, porém só pegaria a coroa que era do pai, assim prosseguindo através dos tempos a Dinastia Lula”.           

Talvez assim aquele rebanho de idiotas, que sempre o consagrou nas urnas, passasse a ter uma merecida e “justa” retribuição da sua irresponsabilidade e leviandade, que foram decisivas para a destruição política, social e econômica de um país que era promissor e tinha potencialidades para se tornar uma das grandes potências do mundo. Tudo jogado fora.



Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

Siga-nos no Twitter!

Mais de Sérgio Alves de Oliveira

Comentários

Notícias relacionadas