Entrevistas da Globo: Duas tranqueiras panfletárias e um atômico

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“A função da imprensa livre é servir aos governados, não aos governantes”. (Hugo Black - juiz da Suprema Corte dos EUA).

Ontem foi a vez de Renan Santos. As duas tranqueiras da Globo se posicionaram como pitonisas, pareciam, novamente, que os entrevistados eram eles e não um candidato a Presidente da Terra dos Papagaios. Criaram um clima surreal. Perguntavam, não esperavam respostas, davam suas opiniões, como se alguém estivesse interessado na opinião de Tralli ou de Renata Vasconcelos.

Nos diz o professor Nilson Laje:

- “Esse tipo de entrevista é definida como ‘confronto’. É a entrevista em que o repórter assume o papel de inquisidor, despejando sobre o entrevistado acusações e contra-argumentando, eventualmente com veemência, com base em algum dossiê ou conjunto acusatório. O repórter atua, então, como promotor em um julgamento informal. A tática é comum em jornalismo panfletário, quando ou o que se pretende? ouvir o outro lado? sem lhe dar, na verdade, condições razoáveis de expor seus pontos de vista."

A entrevista se transforma num constrangimento.

Mas Renan não recuou. Foi elegante. Calmo. Expôs suas ideias, mesmo sendo castrado o tempo todo pelos dois sabichões que acreditam que os candidatos são eles.

Não se intimidou e mandou ver:

Sobre bandidos que cometem crimes nas ruas:

- “Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é o dele (vítima). O sangue que tem que jorrar é o do bandido. (…) Falo do banho de sangue, pode não ser a coisa mais bonita de falar, mas bandido não pode ser juiz da sua vida, juiz dos seus sonhos”.

Sobre a necessidade da bomba atômica:

- “O país não pode ficar em posição inferior a outros países. Tem que estar entre as 5 potencias mundiais. Brasil precisa de construção de soberania. Brasil é vassalo da China, de acordo com a ação política do Lula no cenário global ... Se nós não tivermos meios de se defender, o que vamos fazer?”

Sobre o crime organizado

- “Crime organizado está em guerra com você, que virou refém. O que defendo é criação de uma guerra contra o crime organizado. Precisamos de uma guerra contra eles. Se não alterar a lei penal, não adiante fazer prisão de um traficante, que vai ser solto depois. A mudança legislação é essencial, que vai ser muito dura para traficante”.

Sobre o STF.

- “Decisão ilegal não se cumpre, isso é uma própria decisão do STF. Recentemente, o (ministro) Alexandre de Moraes decidiu, e classifico como grotesca, a derrubada de sigilo da fonte, que é cláusula pétrea. ... Há uma operação em uma favela contra o crime organizado, a população refém, pedindo ajuda, vem uma decisão do STF e pede para parar (operação), não vou cumprir ... Nenhum cidadão deve cumprir”.

Crise econômica e investimentos

- “Tem municípios que a população envelheceu e não está nascendo gente, o que obriga gastos maiores com saúde do que educação. A legislação atual obriga percentual mínimo de aplicação de recursos em diversas áreas, como saúde e educação. Caso o prefeito não faça, ele responderá até criminalmente por emprego irregular de verbas ou rendas públicas”.

Esse foi um pequeno resumo das palavras de Renan Santos.

Se suas propostas são corretas ou não, você é quem deve julgar. A ideia aqui é dar ao leitor um perfil, mesmo que resumido da pessoa que pretende governar o Brasil sem qualquer interferência externa.

Espero que você tenha observado o modo de vestir de Renan, seu comportamento, sua roupa, seus gestos, seu olhar, a expressão facial e o ambiente em que ele se movia. E tire suas próprias conclusões, nãos as da Globo ou de seus repórteres panfletários.

Hoje é o dia de Lula. Ele é o articulador e o causador de toda desgraça que acontece na nação brasileira. Finalizo com o resumo da reportagem da Revista Veja, publicada ontem, 26 de agosto de 2026:

- “Três sinais claros de que o Brasil está à beira de uma crise econômica:

Quando observamos os indicadores que antecipam ciclos de estresse econômico, surgem sinais que merecem atenção, afirma a economista Jucelia Lisboa, em análise enviada nesta quarta-feira 26 a clientes da Siegen, uma consultoria especializada na reestruturação de empresas.

1) De acordo com a economista, o primeiro sinal de alerta é a trajetória ascendente da dívida pública.

Como se sabe, em 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse de seu terceiro mandato, a dívida bruta do governo correspondia a 72% do produto interno bruto (PIB). No mês passado, ela já representava 82% do PIB, segundo o relatório de estatísticas fiscais do Banco Central. Trata-se do maior nível já alcançado em tempos de normalidade, só ficando atrás dos 88% registrados no meio da pandemia de Covid-19.

Em campanha pela reeleição, Lula não se compromete claramente com o forte ajuste fiscal recomendado pelos especialistas para estabilizar e, se possível, reverter a trajetória da dívida. Por isso, até mesmo sua equipe econômica admite que o país seguirá se endividando e pode alcançar uma proporção de 87% do PIB em 2029. Muito antes disso, a escassez de dinheiro já leva o governo a contingenciar ou a bloquear despesas discricionárias – aquelas que não são obrigatórias. O problema é que os cortes já afetam as verbas necessárias para manter o funcionamento dos órgãos públicos. Sem recursos, por exemplo, as agências reguladoras estão reduzindo seu expediente, os trabalhos de fiscalização e o volume de autorizações e licenças, como as ambientais e as necessárias para medicamentos. Isso emperra os investimentos das empresas e, por tabela, o crescimento econômico.

2) O segundo sinal citado por Lisboa, da Siegen, é a piora da inadimplência. “Mesmo com geração de emprego e crescimento da renda, o número de pessoas e empresas com dificuldades financeiras continua elevado”, afirma a economista no relatório aos clientes. Segundo os dados mais recentes da Serasa Experian, o mês de julho registrou quase 84 milhões de consumidores inadimplentes – o maior patamar de toda a série histórica. Há ainda 9,1 milhões de empresas sem condições de quitar seus compromissos, também um recorde.

3) O aumento das recuperações judiciais. Segundo outra consultoria, a RFG, o Brasil contava com 6 341 companhias nesta situação em junho. O volume é 21% maior que o do mesmo período do ano passado. “Os indicadores mostram uma economia que continua crescendo, porém sustentada por vetores que apresentam fragilidades crescentes”, afirma a economista. Reverter tal tendência “dependerá da evolução do crédito, do equilíbrio fiscal, da trajetória dos juros e da capacidade das empresas de se adaptarem a um ambiente de capital mais caro e maior exigência de eficiência operacional”.

Como você leu, o caos é total. O causador é Lula e sua roubalheira.

Veremos como se comporta esse vampiro e seus entrevistadores, hoje.

Rezemos para que Delfim Netto tenha razão.

- “Nós não temos competência para acabar com o Brasil. O Brasil vai sobreviver a todas as bobagens que nós fizermos”. (Delfim Netto).
Foto de Carlos Sampaio

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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