
Sabatina na Globo: Flávio respondeu 20 perguntas sem fugir dos temas e de quebra anunciou um ministro

29/08/2026 às 19:16 Opinião

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, participou na sexta-feira (28) da sabatina da TV Globo conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli. Em material divulgado nas redes após a entrevista, apoiadores listaram 20 perguntas (21 temas) e avaliaram que o candidato respondeu a todas, classificando a maior parte das respostas como coerentes com os fatos ou com posições já declaradas.
O levantamento, assinado por BrandiYeda, afirma que a emissora insistiu em episódios antigos e em perguntas com viés político. Segundo o quadro, 17 respostas foram consideradas verdadeiras, quatro envolveram juízo de valor ou respostas condicionais, cinco teriam caráter de “pegadinha” e uma (sobre o tamanho do corte de gastos e da dívida) foi marcada como “respondeu, mas não quantificou”.
Entre os pontos destacados no material:
• Flávio afirmou que respeitará o processo eleitoral e o resultado das urnas. A análise registra que a pergunta sobre eventual derrota foi repetida.
• Ele reconheceu ter errado ao dizer que as urnas brasileiras eram fabricadas por empresa venezuelana.
• Negou que o pai tenha participado de plano de golpe e classificou o 8 de Janeiro como narrativa política. Defendeu anistia “humanitária e ampla”.
• Sobre o filme Dark Horse e o banqueiro Daniel Vorcaro, disse ter buscado investidores privados, que não pediu dinheiro diretamente, que os R$ 61 milhões teriam sido usados na produção e que perícia independente apontou ausência de recurso público. A relação com Vorcaro, segundo ele, foi apenas profissional e ligada ao filme.
• Sobre o irmão Eduardo e o tarifaço americano, afirmou que Eduardo fez críticas a Lula e ao STF, mas que a decisão de tarifar é soberana dos Estados Unidos. Atribuiu a Lula responsabilidade política pelas reações dos EUA.
• Rejeitou colocar o Pix na mesa de negociação com Donald Trump. Sobre ajuste fiscal, falou em corte de ministérios, cargos comissionados, burocracia, fraudes e corrupção, sem detalhar valor da dívida.
• Defendeu que os juros cairão com responsabilidade fiscal. Explicou o apoio a Rodrigo Bacellar na época em que não havia prova contra ele e contextualizou a homenagem a Adriano da Nóbrega.
• Sobre clima, disse acreditar em ciclos naturais e na influência humana comprovada, propondo saneamento, infraestrutura e tecnologia em vez de alarmismo.
No encerramento da sabatina, Flávio anunciou o médico Claudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Albert Einstein, como ministro da Saúde em um eventual governo. O nome não havia sido objeto de pergunta específica da bancada.
A conclusão do infográfico é de que “foi sabatina, não entrevista isenta” e que “a verdade não tem partido. Tem dados”. Cobertura de outros veículos registrou que o candidato evitou quantificar cortes, não detalhou o destino de todos os recursos do filme e repetiu que “não vai perder” a eleição, embora tenha dito que respeitará o resultado das urnas.

Carlos Arouck
Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.











