
Bruno Gagliasso “chora” afastamento do irmão de direita, reclama de extremismo, mas age como extremista

30/08/2026 às 09:00 Política

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O ator Bruno Gagliasso deu uma extensa entrevista para a jornalista Monica Bergamo. Chamou atenção a parte dedicada ao irmão, o deputado de direita Thiago Gagliasso. Transcrevemos:
“Bruno diz achar ‘muito difícil’ que eles possam em algum momento retomar um relacionamento por pensarem muito diferente. ‘E está tudo certo, as pessoas se afastam’. O ator conta também nem sequer ver as alfinetadas e postagens que o irmão faz contra ele.
Recentemente, Thiago ironizou uma reclamação feita por Bruno nas redes sociais sobre uma unidade do do McDonald's em Petrópolis (RJ). Na ocasião, o ator disse que chegou ao local às 22h50, mas encontrou a lanchonete já fechada, embora o horário de funcionamento fosse até as 23h. ‘PL Bruno Gagliasso e Ronald Mc Donald de 2026; que dispõe o atendimento do MC Donald 24h em todo estado do RJ’, satirizou o político.
‘Se eu posso preservar [o que a gente tinha antes], por que vou me alimentar de um sentimento que não seja o de amor?’, indaga Bruno. ‘Por isso que você nunca vai me ver falando alguma coisa [ruim] dele’, complementa.
Bruno diz ter consciência que esse distanciamento é um reflexo do que ocorre em muitas famílias brasileiras. E admite que a situação é triste. ‘Não fujo, não mascaro a realidade. É óbvio que é [triste], mas é um fato. Não posso fingir que não existe’, afirma. ‘Tenho uma irmã também [Paula], e as pessoas não sabem. Somos irmãos por parte de pai, não fomos criados juntos, mas nos damos muito bem’, revela.
Já sobre o episódio envolvendo a lanchonete, que gerou grande polêmica nas redes, o ator diz à coluna que foi ‘impulsivo e imaturo’ ao levar uma frustração para a internet. Afirma também que prefere reconhecer e aprender quando erra. ‘Estamos aprendendo o tempo inteiro. O que não pode é falar: É isso e pronto. Por que eu ou você temos que estar sempre certos? [A saída] É discutir e dialogar, coisa que a gente não tem feito [no Brasil]’, pondera.
Bruno diz ter amigos de direita e que consegue conversar com eles. O problema, na visão dele, é o extremismo. ‘Não dá para confundir. A gente está falando de pessoas que bebem detergente, que não querem tomar vacina. Aí é difícil mesmo’.”
“Pessoas que bebem detergente”, declaração de extremista. Aqui o ator se entregou.
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