As mensagens e fotos obtidas pela PF das farras de Lulinha e do Careca do INSS com uísque, barco e mulheres
31/08/2026 às 10:55 Denúncias
Mensagens e fotografias obtidas pela Polícia Federal revelam que Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e o "Careca do INSS" participaram de um verdadeiro tour supostamente bancado com dinheiro que, segundo as investigações, teria origem em desvios de aposentadorias.
Os dois viajaram juntos para Portugal em novembro de 2024, onde, além de visitar uma fábrica de canabidiol, se hospedaram em hotéis de luxo, andaram em lanchas e desfrutaram de mulheres de programa, como registram fotos e conversas incluídas no inquérito.
O filho do presidente aparece em imagens cercado de bebidas e em atitude descontraída, enquanto o "Careca" pagava as despesas, que incluíam também passagens de avião e estadias em Lisboa.
As revelações da PF mostram que o grupo mantinha uma rotina de farra financiada com recursos públicos supostamente desviados, enquanto articulava contratos bilionários com o governo federal.
Lulinha, que já havia viajado à África e à Europa bancado pela lobista Roberta Luchsinger, repetiu o padrão com o "Careca", que foi preso em setembro de 2025 por chefiar o esquema de descontos ilegais em aposentadorias.
As viagens de Portugal ocorreram no auge das negociações para vender canabidiol ao Ministério da Saúde – negócio que, segundo a PF, seria viabilizado com o acesso de Lulinha ao Planalto.
As imagens e diálogos são mais um capítulo do que os investigadores chamam de "sociedade oculta" entre o filho do presidente e o mentor do roubo dos aposentados.
A defesa de Lulinha nega irregularidades, mas as fotos e as mensagens – que incluem referências a "uísque", "barcos" e "mulheres" – pintam um quadro de promiscuidade entre o círculo do clã petista e o dinheiro sujo do INSS.
O episódio reforça a suspeita de que o filho de Lula usava sua influência para abrir portas do governo em troca de benefícios pessoais, enquanto o "Careca" usava seu dinheiro para bancar a farra. O escândalo, que já derrubou Marcola da campanha de Lula, agora expõe o lado mais sórdido da relação entre o poder e a corrupção.
Vale ressaltar que, não obstante o texto mencionar a existência dessas imagens, o artigo original da Veja não as publicou. O material visual citado (como as fotos das festas de Lulinha com o "Careca do INSS") está sob análise da Polícia Federal, em inquérito sigiloso, e por isso não foi divulgado pela revista.
A reportagem baseou-se em descrições de mensagens e depoimentos de testemunhas sobre essas imagens, mas elas não estão disponíveis publicamente.
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da Redação