Polymarket: Flávio em alta, Lula em baixa (veja o vídeo)

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A corrida presidencial brasileira começa a apresentar um movimento que merece atenção também fora das pesquisas tradicionais. Na Polymarket, uma das maiores plataformas de mercados de previsão do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como favorito, mas Flávio Bolsonaro vem reduzindo a distância.

Neste domingo (30), Lula aparece com aproximadamente 56% de probabilidade de vencer a eleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro já alcança cerca de 41%. Os demais nomes aparecem muito atrás: Renan Santos tem pouco mais de 2%, assim como Augusto Cury.

O dado mais relevante, porém, não está apenas na fotografia atual, mas no movimento recente do mercado.

A própria Polymarket registra que Flávio vem estreitando a diferença desde o início oficial da campanha eleitoral, em meados de agosto. A plataforma também aponta que pesquisas recentes mostram Lula à frente no primeiro turno, mas com uma disputa muito mais apertada contra Flávio nas projeções de segundo turno.

FLÁVIO ENCOSTA

O comportamento dos apostadores acompanha o que começa a aparecer nas pesquisas.

Levantamento PoderData divulgado na última semana colocou Lula com 38% e Flávio com 35% no primeiro turno. Em eventual segundo turno, a distância praticamente desaparece: Lula 45% contra Flávio 44%, caracterizando empate técnico.

Já a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com 41% e Flávio com 37% no primeiro turno. No confronto direto, novamente apenas um ponto separa os dois: 46% a 45%.

Os números ajudam a explicar por que o mercado de previsão vem reduzindo a vantagem atribuída ao petista.

O volume financeiro também chama atenção. O mercado da eleição brasileira na Polymarket já movimentou aproximadamente US$ 140 milhões, tornando a disputa brasileira objeto de acompanhamento intenso entre participantes da plataforma.

LULA AINDA É FAVORITO, MAS VANTAGEM JÁ NÃO PARECE CONFORTÁVEL

É importante fazer uma distinção: os percentuais da Polymarket não representam intenção de voto.

Quando Lula aparece com 56% e Flávio com 41%, isso significa que o mercado atribui essas probabilidades à vitória de cada candidato, considerando inclusive um eventual segundo turno. São preços formados pelas negociações entre participantes da plataforma e podem mudar rapidamente. Ainda assim, a tendência merece atenção.

Lula continua sendo o favorito, mas Flávio Bolsonaro se consolidou como seu principal adversário e vem diminuindo a distância justamente quando a campanha entra em sua fase decisiva.

Com pouco mais de um mês para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a pergunta começa a mudar.

Já não se trata apenas de saber se Flávio Bolsonaro chegará ao segundo turno.

A questão agora é: até onde ele poderá avançar sobre o favoritismo de Lula?

Veja o vídeo:

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/

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