Revelada a nova "boquinha" de Rodrigo Pacheco...

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O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas decidiu deixar o cargo “em caráter irretratável”, abrindo caminho para que a vaga seja destinada ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB). A escolha é resultado de uma articulação política que envolveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e integrantes do Centrão.

O entendimento para garantir a indicação de Pacheco teria sido fechado na semana passada, durante reuniões entre Lula e Alcolumbre. Pelo acordo, o Congresso Nacional deverá formalizar o novo nome para o posto deixado por Dantas.

Nesta segunda-feira, Dantas encaminhou ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, sua carta de renúncia. A previsão é que o Congresso escolha seu substituto até esta terça-feira. Alcolumbre pretende colocar a indicação de Pacheco em votação durante o esforço concentrado desta semana, com a expectativa de que a análise ocorra na próxima quarta-feira.

Ao anunciar sua saída, Bruno Dantas fez uma retrospectiva de sua trajetória profissional e destacou a decisão de encerrar o ciclo no tribunal.

“Há 28 anos, eu, um jovem baiano vindo de Feira de Santana chegava a Brasília com todos os sonhos do mundo. Encontrei no concurso público a porta democrática para o caminho da missão de servir e não saí mais”, disse Dantas em suas redes sociais.

Na sequência, o ministro afirmou que deixa a função com a convicção de que a alternância nos postos de comando contribui para o fortalecimento das instituições.

“Encerro este ciclo com a serenidade e com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir. Aos 48 anos, sigo intelectualmente inquieto e encontrei nos projetos que quero abraçar agora, o feixe de motivação de que precisava. Aos colegas ministros, aos auditores, à minha equipe, ao Senado Federal e, mais importante, à minha família, levo cada um de vocês comigo para sempre”, complementou ele.

Pessoas próximas a Rodrigo Pacheco disseram que o parlamentar está “feliz” com a possibilidade de assumir a vaga no TCU. A indicação ocorre depois de uma movimentação política que envolveu também uma disputa em torno de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pacheco havia sido preterido por Lula na escolha para o STF que resultou na indicação de Luís Roberto Barroso. Posteriormente, Alcolumbre teria reagido à decisão ao rejeitar o nome de Jorge Messias, que era o preferido do presidente para a Corte.

Agora, a indicação de Pacheco para o TCU depende da formalização pelo Congresso Nacional e da votação prevista para esta semana.

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