Flávio detona Lula pela "vergonhosa capacidade de humilhar os garis"

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma declaração do petista sobre profissionais responsáveis pela coleta de lixo. Durante um ato de campanha, Lula afirmou que o trabalho é uma profissão “muito pobre” e que não seria motivo de orgulho.

Flávio rebateu o presidente e defendeu que qualquer atividade profissional exercida de forma honesta deve ser valorizada.

"O Lula teve a vergonhosa capacidade de humilhar os garis. Lula, pobre não é o trabalho de quem acorda cedo, pega Sol, chuva, enfrenta a madrugada para sustentar a sua família. Pobre é seu pensamento, Lula. Não existe profissão de pobre. Existe trabalho honesto. E trabalho honesto é, sim, motivo de orgulho", avaliou.

Na sequência, o senador citou as suspeitas de corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente. Flávio fez referência à acusação de que ele teria recebido R$ 300 mil em propina no caso relacionado ao chamado Careca do INSS.

"Os nossos garis podem voltar para casa cansados, suados, com as mãos calejadas de tanto trabalhar, mas voltam com a cabeça erguida, porque estão levando dignidade para as suas famílias. Não porque colocaram no bolso R$ 300 mil roubados dos aposentados, como o Lulinha é acusado de receber de propina do Careca do INSS. Entendeu a diferença, pai do Lulinha?", indagou.

Flávio encerrou a manifestação afirmando que a condição profissional não deveria ser associada à falta de dignidade e voltou a criticar o presidente pela declaração.

"Vergonha não é ser gari, vergonha é um presidente da República diminuir a profissão de milhões de brasileiros que trabalham honestamente para sustentar as suas famílias".

A declaração que provocou a reação de Flávio ocorreu durante um ato de campanha de Lula em Belo Horizonte, Minas Gerais. Na ocasião, o presidente abordou a relação entre pobreza, trabalho e reconhecimento social ao comentar a atuação dos profissionais responsáveis pela limpeza urbana.

"Quando eu passo na rua e eu vejo aquelas pessoas que trabalham colhendo lixo, é uma profissão muito pobre, porque não é uma profissão que não dá orgulho. 
“Eu sou lixeiro”. 
O cara tem orgulho de falar “eu sou engenheiro, eu sou médico”, mas lixeiro é uma coisa pobre, de quem não pode estudar. Eu fico pensando, se aquelas pessoas que fazem a limpeza na rua soubessem a importância do trabalho delas", declarou.

Lula prosseguiu argumentando que a importância desses trabalhadores costuma ser percebida apenas quando o serviço deixa de ser realizado.

"Se as pessoas soubessem que se não tirarem lixo durante uma semana, as pessoas que não enxergam eles durante o dia inteiro vão passar a enxergar, a gente começa a mudar, porque o pobre é tratado como se fosse invisível. As pessoas não enxergam a maioria dos pobres. Dizem que os pobres são problema. E qual é o problema, gente? É que ninguém tem orgulho de ser pobre. Ninguém quer ser pobre. Ninguém quer ganhar pouco. Ninguém", completou Lula.

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da Redação Ler comentários e comentar