Denúncia seríssima abala as redes sociais: As coisas mudaram? Mudaram sim...

Eu tive um filho assassinado aos 10 anos de idade em 2000, por pessoas ligadas a um partido político.

Marcelo Rubens Paiva reclamou no Twitter o desaparecimento e morte do pai, bem como a impunidade dos assassinos.

Eu sei muito bem do que ele está falando. Eu tive um filho assassinado aos 10 anos de idade em 2000, por pessoas ligadas a um partido político. Ele foi vítima de uma organização de tráfico de órgãos, cujo chefe é ex-assessor especial de Aécio Neves, CARLOS EDUARDO VENTURELLI MOSCONI.

Paulinho tinha 10 anos. Ele não pensava em implantar o comunismo no Brasil, nem dava apoio a organizações terroristas como o MR8 e não mantinha contato com partidos comunistas no exterior. Ele também não ajudava criminosos de esquerda a se esconderem. Paulinho gostava apenas de cantar e jogar video game.


Em 2008, durante o governo Lula, eu fui obrigado a pedir asilo na Itália (concedido por unanimidade), devido a ameaças que recebi inclusive do próprio Ministério Público (que luta para punir os assassinos de Rubens Paiva). A esquerda, tão preocupada com os exilados do regime, ignorou minha condição. Jamais recebi um único contato do governo, preocupado com a minha situação.

Marcelo Rubens Paiva publicou um livro quando eu era ainda adolescente, que se tornou um campeão de vendas e o transformou em um mito, por ser filho de um político de esquerda perseguido pelo regime.

Meu livro, em que conto a história de Paulinho, morto por um político de esquerda, foi censurado.

Marcelo Rubens Paiva recebe uma indenização pela morte do pai. Eu não recebo nada pela morte do meu filho.

Marcelo Rubens Paiva imagina como o pai ficou depois de ser torturado. Eu sei como o meu filho ficou após ter os órgãos retirados ainda quando estava vivo: Eu transportei o corpo dele no porta malas, pois a quadrilha queria roubá-lo do cemitério.

Carlos Mosconi é de esquerda e chegou a ser detido durante o regime militar. Ele também é o mandante de vários assassinatos, inclusive do administrador do hospital onde meu filho foi morto. Mas graças a esquerda, ele não responde nenhum processo, e nem mesmo sequer um inquérito.

Já o assassino de Rubens Paiva é perseguido até hoje, como se não houvesse a lei da anistia.

Os jornais lembram do pai dele quase que todos os meses. A imprensa não quer nem ouvir falar no nome do meu filho.

O assassino de Rubens Paiva é considerado torturador. O assassino do meu filho é candidato a deputado federal pelo PSDB em 2018.

Marcelo Rubens Paiva é um homem rico e estimado no Brasil, ainda que seu pai tenha participado de uma organização terrorista que visava dominar o Brasil.

Eu continuo na Europa asilado, sem poder voltar ao país, e lutando para sobreviver com o que me restou, sem ter cometido crime algum.

Marcelo Rubens Paiva é a favor da impunidade de Lula. Eu sou contra qualquer tipo de impunidade.

É meus caros. As coisas mudaram. Hoje sabemos que quem dizia lutar por justiça, estava apenas de olho em levar o dinheiro do Brasil para casa, ainda que isso custe 60 mil vidas por ano.

Por muito tempo ainda vamos ver falsas lamentações para que o dinheiro continue pingando em certas contas bancárias. O discurso de vítima, só serve à eles.

O regime militar está mais vivo do que nunca. Já o tráfico de órgãos é apenas uma lenda urbana.

Paulo Airton Pavesi


da Redação

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