A Corte que deveria zelar pela Constituição, mas que age como “clube fechado”
03/09/2026 às 20:29 Política
A imagem sintetiza o grau de degradação moral do STF: Alexandre de Moraes gargalhando no cafezinho do tribunal. No intervalo da sessão de ontem, o fotógrafo Brenno Carvalho flagrou Moraes em grupo descontraído com Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin — enquanto a Corte vive uma das maiores crises institucionais de sua história, com mais de cem pedidos de impeachment contra ministros e o próprio Moraes sob suspeita por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O contraste é brutal: de um lado, a República em modo de autoproteção, com o embate entre André Mendonça e o grupo de Moraes ameaçando consequências graves; do outro, sorrisos tranquilos de quem se sente intocável.
A foto viralizou nas redes sociais e virou símbolo do deboche — ou, no mínimo, da indiferença — de uma Corte que deveria zelar pela seriedade das instituições, mas age como clube fechado.
Não é normal. Como disse Alcolumbre, são 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF — e, ainda assim, o clima nos corredores é de “tudo sob controle”. Enquanto isso, a Transparência Internacional emite alertas sobre a crise institucional e a opinião pública vê o Supremo cada vez mais distante da sociedade.
A mensagem que fica é clara: para a cúpula do STF, a crise é dos “bobos da Corte” — nós. Eles seguem rindo, protegidos por suas maiorias automáticas e blindagens recíprocas.
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da Redação