Mendonça põe ponto final em ilações sobre ternos e apresenta extrato do cartão de crédito
07/09/2026 às 06:22 Direito e Justiça
Ele não precisava fazer isso, mas fez. André Mendonça resolveu encerrar de vez as ilações de que teria sido ‘presenteado’ por Daniel Vorcaro, com ternos de uma alfaiataria em São Paulo, conforme havia sugerido o advogado Ciro Soares.
Logo que surgiu o boato maldoso, Mendonça apresentou as notas fiscais da compra. Não foi suficiente. Esquerdistas prosseguiram com insinuações maldosas. Mendonça então apresentou ao jornal O Globo, os extratos do cartão de crédito.
Lauro Jardim publicou a seguinte nota:
Desde quarta-feira passada, quando surgiu a informação de que o advogado-lobista de Daniel Vorcaro, Ciro Soares sugeriu que pagara ternos para André Mendonça numa alfaiataria de São Paulo, pairavam dúvidas sobre o assunto. Os áudios enviados por Soares ao banqueiro em 2025 foram revelados pelo repórter Paulo Mororyn.
No dia seguinte, Mendonça divulgou duas notas fiscais no valor total de R$ 26,4 mil, emitidas pela Alegrete Alfaiataria, para tentar rebater a frase dúbia de Soares ("Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco [alfaiataria] agora, pra fazer um terno"). As notas foram emitidas em nome da mulher de Mendonça — uma datada de 8 de fevereiro e outra de 28 do mesmo mês.
Não foi o suficiente.
Mendonça passou a ser cobrado pelo comprovante de pagamento do terno cinza, dois blazers, camisas sob medida e acessórios comprados — o que, de fato, faz sentido. Só um comprovante, seja via Pix ou o extrato do cartão de crédito do ministro, poderia sanar as dúvidas.
Procurado pela coluna, Mendonça se dispôs a abrir seus extratos de cartão de crédito.
*Na fatura, com vencimento em 11 de março do ano passado do cartão Visa, aparece uma compra feita na Alegrete Alfaiataria em 8 de fevereiro de 2025. Foi o dia em que Mendonça esteve na alfaiataria, segundo o áudio do advogado. Nela, consta R$ 4 mil referentes à primeira das quatro parcelas das roupas compradas (veja abaixo a reprodução do extrato do cartão de crédito).
*No extrato de abril do mesmo cartão, figura a segunda parcela da compra de 8 de fevereiro (ou seja, mais R$ 4 mil) e outro registro, de 28 de fevereiro: uma parcela de R$ 3,3 mil de um total de três que estavam sendo cobradas ao ministro (veja abaixo a reprodução do extrato do cartão).
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da Redação