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A jornalista Renata Varandas, mulher do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou de ao menos 4 compromissos com autoridades federais em 2026 representando empresas do grupo Ambipar. A informação é do site Poder360.
A companhia é investigada pela PF e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) por envolvimento no escândalo do Banco Master.
Em 3 dos encontros, os registros do e-Agendas da CGU identificam Renata como “Diretora de Relações Governamentais” da multinacional brasileira. No 4º encontro, ela aparece como “representante” da Ambipar Participações e Empreendimentos.
O 1º compromisso de Renata com autoridades do Executivo foi realizado em 25 de fevereiro de 2026 com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. A reunião tratou da resolução 398 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que dispõe sobre planos de emergência individual para instalações portuárias e outras estruturas com risco de derramamento de óleo.
Em 17 de março, Renata também participou de uma reunião sobre o mesmo assunto com o então presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Rodrigo Agostinho.
Já o 3º encontro foi realizado em 8 de maio com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A agenda registra uma reunião com representantes da PowerChina para uma “apresentação institucional”. Também participaram o CEO da PowerChina no Brasil, Tharcizio Calderaro, e o vice-presidente da companhia, Zhang Hao.
Em 20 de julho, Renata esteve em uma audiência no Banco Central com o procurador-geral adjunto Erasto Villa Verde de Carvalho Filho. O compromisso teve como objetivo tratar de “assuntos institucionais” da Ambipar. Nesse registro, ela aparece com o nome completo entre os representantes da Ambipar Participações. O cargo não foi informado.
A residência de Luciana Freire Barca Nascimento, então diretora-adjunta da Ambipar, esteve entre os endereços que foram alvo de busca e apreensão em 14 de janeiro de 2026 na 2ª fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e operações realizadas com o BRB (Banco de Brasília).
A relação financeira entre o ecossistema do Master e a Ambipar também é analisada pela CVM, em procedimentos distintos da investigação criminal da PF.
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