Mendonça recebe novas informações chocantes sobre monitoramento ilegal de outros três ministros do STF

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu informações de que a área de inteligência da Polícia Federal teria produzido relatórios com dados sobre outros integrantes da Corte. Segundo os relatos levados ao gabinete do magistrado, ao menos quatro ministros teriam sido alvo desse tipo de levantamento: o próprio Mendonça, Dias Toffoli, Nunes Marques e Luiz Fux.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem até sexta-feira (10) para prestar esclarecimentos sobre um documento interno encaminhado a Alexandre de Moraes e utilizado para apontar supostas irregularidades na atuação de Mendonça. A apuração sobre um possível monitoramento irregular do ministro está sob responsabilidade do presidente do STF, Luiz Edson Fachin.

Relator dos inquéritos relacionados ao Banco Master, Mendonça avalia que a PF teria buscado reunir informações a seu respeito e também sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro classificou o documento produzido pela corporação como uma “arapongagem institucional”.

As informações recebidas pelo gabinete de Mendonça indicam que Dias Toffoli, que anteriormente era responsável pela relatoria do inquérito, também teria sido mencionado em um levantamento interno da Polícia Federal.

Segundo os dados apresentados ao ministro, agentes da corporação avaliavam que Toffoli estaria “interferindo na atuação” da PF durante as etapas iniciais da Operação Compliance Zero.

O episódio que intensificou o conflito ocorreu na noite de 12 de fevereiro, quando Fachin realizou uma reunião reservada com os 9 ministros do STF para tratar de uma Arguição de Suspeição apresentada pelo diretor-geral da Polícia Federal contra Toffoli.

NUNES MARQUES E FUX

Também chegou ao conhecimento de Mendonça a informação de que Luiz Fux e Kássio Nunes Marques podem ter sido monitorados pela área de inteligência da Polícia Federal.

Os dois ministros têm demonstrado apoio às decisões tomadas por Mendonça na condução das investigações relacionadas à operação, contexto que passou a ser considerado relevante diante das suspeitas de produção de relatórios sobre integrantes da Corte.

O documento de inteligência da PF referente a Mendonça tornou-se público em 3 de setembro, após uma decisão de Alexandre de Moraes. Diferentemente de elementos reunidos em investigações criminais, o material não apresenta embasamento probatório dessa natureza.

Para que um ministro do STF seja formalmente investigado, é necessária autorização expressa do plenário da Corte.

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