País desgovernado: Caixa mantém greve nacional e Correios segue no mesmo caminho
12/09/2026 às 06:58 Política
Fotomontagem ilustrativa
Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com a decisão, a greve iniciada na quinta-feira (10) continua por tempo indeterminado.
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a paralisação é nacional. Na base da entidade, a assembleia terminou às 23h desta sexta-feira (11), com 68% dos votos contrários à proposta.
O texto havia sido apresentado pela Caixa após a retomada das negociações com as entidades que representam os funcionários, numa tentativa de encerrar a greve.
A proposta previa, entre outros pontos, um prêmio de R$ 3 mil por empregado, além do pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio.
Também estava prevista a ampliação de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. O benefício está entre os principais pontos de divergência entre os trabalhadores e o banco.
A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do ACT.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais rejeitaram o texto anterior apresentado pela Caixa.
Com a nova rejeição nesta sexta, a greve permanece por tempo indeterminado.
A Caixa informou anteriormente que os clientes podem continuar utilizando os canais digitais e remotos, como App Caixa, Internet Banking, WhatsApp Caixa e Caixa Tem, além de caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Com relação a greve dos Correios iniciada nesta sexta-feira ela já atingiu em cheio uma das principais premissas do plano de recuperação da estatal: a previsão de economizar 700 milhões de reais por ano, a partir de 2027, com a reestruturação do plano de saúde dos funcionários.
A economia de 700 milhões de reais é uma das medidas consideradas economicamente mais relevantes no plano de reestruturação acompanhado pelo Tribunal de Contas da União. A própria Corte já havia feito uma ressalva importante: a projeção de economia não estava amparada por estudos atuariais quando foi analisada pelo tribunal.
O impasse chega justamente quando os Correios buscam mais dinheiro para atravessar a crise. A estatal pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de 7 bilhões de reais, depois dos 12 bilhões obtidos no fim de 2025. O TCU já alertou para os riscos fiscais de um eventual descumprimento significativo do plano de recuperação e determinou acompanhamento de sua execução.
Um recado para nossos assinantes: MUITO OBRIGADO! É com a sua ajuda que conseguimos continuar nessa árdua batalha.
Você que ainda não é um assinante, considere essa possibilidade. O valor é muito baixo - apenas R$ 19,90 mensais, que fazem toda a diferença no JCO. Para assinar é muito simples, basta clicar no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
da Redação