Andrei ofereceu íntegra do celular de Vorcaro a aliados de Moraes, mas alegou “invasão de autonomia” de Mendonça

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O ministro André Mendonça agiu corretamente quando determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal. Está cada vez mais óbvia a parcialidade da ação do policial e o seu compromentimento com a ala do Supremo Tribunal Federal (STF) ligada ao ministro Alexandre de Moraes.

Texto publicado pelo jornalista Claudio Dantas é elucidativo. Confira:

“Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues ofereceu aos aliados de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal acesso à íntegra do celular de Daniel Vorcaro, o que levou Cristiano Zanin e Gilmar Mendes a oficiarem diretamente à PF em busca dos dados. Há poucas semanas, porém, Andrei teve um ataque histérico quando André Mendonça cobrou os dados brutos das quebras de sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O pedido de Mendonça foi feito após a Polícia Federal de Andrei se recusar a produzir e entregar ao relator da Operação Sem Desconto os relatórios dessas quebras. O ministro oficiou à PF em dezembro de 2025 e nada aconteceu. Em agosto, ele resolveu cobrar os dados brutos. Foi quando o diretor-geral da PF alegou “invasão da autonomia investigativa da corporação” e acionou a AGU para recorrer ao STF a fim de derrubar a ordem.
Jorge Messias optou por ignorar o pedido da PF e tentou apaziguar a relação de Andrei Rodrigues com André Mendonça, mas não teve sucesso. Ao contrário, sua tentativa de baixar a tensão foi interpretada como uma espécie de conluio com o ministro, fruto de suas afinidades religiosas — conclusão estapafúrdia que acabou incluída no dossiê encomendado por Alexandre de Moraes.
BLINDAGEM CRIMINOSA
A blindagem dada por Andrei Rodrigues a Lulinha deveria ser motivo suficiente para afastá-lo da cúpula da PF. Além da resistência em fornecer os dados das quebras a Mendonça, o diretor petista trocou o delegado responsável pela investigação e ainda dividiu o inquérito em três frentes diferentes, conseguindo enviar um dos casos a Flávio Dino. Hoje, fica claro o motivo do fatiamento e o jogo combinado entre delegado e ministro.
O tratamento dado por Andrei a Lulinha fica ainda mais escandaloso diante da oferta dos dados brutos do celular de Vorcaro a Zanin e Gilmar, ignorando Mendonca e o próprio Edson Fachin, que, como presidente do STF, requisitou os autos do caso para análise. Enquanto os aliados de Moraes implodem a institucionalidade do STF, o diretor-geral da PF destrói o que resta de reputação da corporação.”

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