Jogo bruto no STF: A condição imprescindível para que o Brasil volte a ter 3 Poderes

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O julgamento de hoje no STF é para decidir se o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master) é válido e se deve ser aberta investigação contra o ministro. Fachin relata. Toffoli e Nunes Marques já se declararam impedidos.

O jogo é bruto. Inclui ministros afirmando, em outras palavras, a irregularidade da condução do inquérito das fake news — que não observou os requisitos básicos agora citados para defender Moraes por Dino e Gilmar, por enquanto. Não surpreende a ninguém o ministro em julgamento julgar a seu próprio favor.

O envolvimento de Moraes com Vorcaro — reuniões, mensagens e o contrato milionário do escritório da esposa com o banco — é fato público e documentado no relatório da PF. Se ele for afastado ou investigado com rigor, o STF ainda pode tentar preservar alguma imagem. Se não for, a Corte afunda de vez.

Ou seja: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Trata-se de um caminho sem volta.

Flávio Bolsonaro no primeiro turno e o voto útil tornam-se condição imprescindível para o Brasil voltar a ter três Poderes de fato.

É a primeira vez que o plenário discute abrir investigação formal contra um ministro da própria Corte. Isto acontece pela recusa do Senado em cumprir o seu papel constitucional.

O Senado tem o freio; ao não usá-lo — pela recusa do presidente Davi Alcolumbre — resta ao STF julgar-se a si mesmo.

Há o indício, publicado pela revista Veja em reportagem de 11 de junho de 2026, de que, na proposta de colaboração premiada de Daniel Vorcaro, ele teria dito que repassou US$ 30 milhões (cerca de R$ 155 milhões) a Davi Alcolumbre, por conta no exterior, com intermediação de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro, como contrapartida a apoio a interesse do Banco Master. Alcolumbre nega, naturalmente.

O clima é de guerra interna e a ala próxima a Moraes tenta adiar em vez de decidir hoje se o relatório vale e se Moraes será investigado. Ainda não há placar final.

Foto de Lucia Sweet

Lucia Sweet

Jornalista

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