Magistrada aponta que a solução para a crise ainda está nas mãos de Fachin
17/09/2026 às 13:59 Direito e Justiça
A condução dos trabalhos da seção do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), por parte do ministro Edson Fachin foi deprimente. Sem pulso e vacilante, o presidente da Corte permitiu que a ‘banda podre’ desviasse o foco das discussões do que realmente interessava, a investigação do ministro Alexandre de Moraes.
Por meio de chicanas e ofensas, Moraes e seus aliados tumultuaram a sessão que deveria se ater ao caso escabroso do ministro.
Nesse sentido, a juíza exilada Ludmila Lins Grilo, em texto publicado nas redes sociais, deu o caminho para que o próprio Fachin possa resolver essa situação traumática. Confira:
“Fachin pode resolver, sozinho, essa patifaria que aconteceu hoje no STF. Segue o roteiro:
1) pedir as notas taquigráficas da sessão de hoje;
2) transcrever o teor da fala de Flávio Dino, onde consta, sim, com todas as letras, o VOTO dele sobre a questão de ordem em relação à reunião de julgamentos;
3) reconhecer que Dino não apenas votou, como apresentou extensa fundamentação (cínica, mas apresentou), o que torna o voto dele quanto à questão de ordem CONCLUÍDO;
4) Tornar sem efeito, a posteriori, o voto proferido por Alexandre de Moraes, por ser óbvia e diretamente interessado na causa, ou - se não tiver coragem para tanto - aplicar a regra do art. 13, IX do RISTF sobre o voto de qualidade (“desempatador”) do presidente do STF;
5) Com isso devidamente resolvido, lançar um despacho saneador resolvendo todas as questões de ordem apresentadas, delineando, de forma clara, o objeto de julgamento da próxima sessão, para que nenhum cínico alegue desconhecimento: autorizar, ou não, investigação criminal contra o Ministro Alexandre de Moraes.
Enquanto Fachin era solícito e simpático, a turba composta por Dino-Gilmar-Moraes tratorava tudo o que via pela frente sem dó nem piedade. Moraes pediu um aparte e votou, na maior. Ficou por isso mesmo.
Fachin não percebeu que, no momento, privilegiar os sorrisinhos e o ‘bom convívio’ significa jogar o país debaixo do trem. Ele falhou miseravelmente na condução da sessão de hoje, lembrando o verso de Arthur Rimbaud: ‘par délicatesse j’ai perdu ma vie’ (por delicadeza, perdi minha vida).”
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da Redação