Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

Lula será preso, mas por pouco tempo

Após as palavras da Ministra Carmen Lúcia, Presidente do STF, de que seria irreversível a prisão de Lula, tão logo julgado o recurso de embargos declaratórios promovido contra a sua condenação, pela Egrégia 8ª Turma do TRF-4, é evidente que essa prisão vai acontecer. 

O impacto será grande. O ex-presidente será filmado indo para trás das grades. Mas “valerá a pena”.

Essa simulação trará um resultado altamente positivo perante a opinião pública, muito bem manipulada, com ajuda decisiva da grande mídia especializada em lavagens cerebrais, sempre ao  lado dos poderosos.                 

Sem dúvida Lula será preso. Porém com alguns “senões”.

O tempo da sua prisão jamais será aqueles longos 12 anos e 1 mês, como estabelecido pelo  TRF-4. Presenciaremos um falso espetáculo. Todo o roteiro será “teatral”.

Com certeza os mínimos detalhes dessa fictícia “operação” já estão previamente acertados. Acertados entre o “ator” principal, Lula, seus advogados, e os próprios Ministros “supremos”.

Sabe-se que a maioria desses Ministros, nomeados pelo PT (7 dos 11), deseja realmente  que Lula fique fora das grades. E outros também. 

A “corporação” STF precisa antes de tudo salvar a própria imagem. E também a própria “pele”. Daí o “acordo” entre eles.

O referido tribunal (STF) terá que dar uma satisfação pública, mesmo que “driblando” a sociedade e sacrificando Lula “de leve”, sem “machucá-lo” muito, para que ele “interprete” o papel de presidiário por algumas poucas horas ou dias, como se fosse episódio de uma peça teatral.

E Lula sabe como ninguém interpretar o papel de vítima. A “vitimização” é a sua maior qualidade. Ninguém o bate nessa “arte”.

Com essa interpretação ,ele conseguirá impressionar os trouxas que chegam a dar a própria vida por ele em troca de algum pão com mortadela. E de muitas promessas que jamais serão cumpridas.

Tudo leva a crer que de fato estão preparando essa tremenda “armação”, um baita “teatrinho”, inclusive para contentar muita gente da torcida que deseja ver a prisão do ex-Presidente.

Que ele vai chegar a ser preso não resta nenhuma dúvida. Com isso muita gente terá a “alma lavada”. Ficará satisfeita pelo simples fato dele “ser preso”, nem que seja por pouco tempo (minutos, horas ou dias). O povo esquece rápido. Principalmente quando banca o trouxa. A vergonha tem força para fazer esquecer.

Jamais o Supremo teria “peito” de acolher o “habeas corpus” preventivo de Lula que está em tramitação, antes do julgamento dos embargos declaratórios pelo TRF-4.

Muita  gente festejará e terá o “gostinho”  de ver Lula preso. Mas esse “gostinho” durará muito pouco. Mas psicologicamente funcionará. E muito bem.

Depois da espetacular prisão de Lula, magistralmente interpretando o papel de “injustiçado” e “perseguido” político das “elites”, que é sua especialidade, certamente será dado provimento pelo STF a algum “habeas corpus” qualquer em favor desse paciente, caso não for o mesmo que já está tramitando e que só teria uma adaptação, deixando de ser “preventivo”.

Lula também poderá ficar livre da prisão através de remédios jurídicos outros que não o “habeas corpus”.

Se o STF mudar a intepretação sobre a prisão dos réus após condenação em segunda instância, seja exigindo a “terceira” instância (STJ), seja exigindo o trânsito em julgado da decisão, talvez passando até pelo Supremo, não só Lula ficará livre, até o “Dia-do-São-Nunca”, mas também todo um batalhão de corruptos e outros criminosos que se encontrarem  em situações  processuais similares.

Ocorreria certamente um “esvaziamento” de políticos das  cadeias, especialmente os enleados na Operação Lava Jato. Até diminuiria expressivamente a população carcerária.

Paralelamente à soltura de todos esses políticos corruptos, os  estabelecimentos prisionais ficariam reservados a abrigar somente aqueles que se enquadrassem nas categorias dos chamados “PPPs” (pobres, pretos e putas).           

 

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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