
"Banda podre" do STF cogita anular eleição, denuncia Eduardo nos EUA

17/09/2026 às 19:40 Política

Siga o Jornal da Cidade Online no Google
Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.
Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições de outubro, a ‘banda podre’ do Supremo Tribunal Federal estaria planejando um ‘golpe’, a anulação do pleito. Essa denúncia foi feita nesta quinta-feira (17) nos Estados Unidos, pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo jornalista Paulo Figueiredo. As informações são do site UOL. Transcrevemos alguns trechos importantes da matéria publicada. Confira:
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o comentarista político bolsonarista Paulo Figueiredo afirmaram hoje que têm mantido reuniões com integrantes do governo Donald Trump, tanto na Casa Branca quanto no Departamento de Estado, em Washington, e que relataram a seus interlocutores americanos que o STF (Supremo Tribunal Federal) está se preparando para anular as eleições de outubro caso o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vença.
Segundo eles, o julgamento sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, na última terça-feira (15), mostrou que há uma "narrativa" sendo construída por membros do STF, como o próprio Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino, de que André Mendonça estaria interferindo no processo eleitoral ao conduzir o caso Master de maneira parcial. Esse seria, para eles, o argumento para anular as eleições se Flávio vencer.
"O Alexandre de Moraes está jogando a sua vida dentro desse processo. E, nesse tipo de pensamento, e eu me coloco no lugar dele, ele não hesitaria em anular uma eleição brasileira", disse Eduardo, durante uma fala em frente ao prédio do Departamento de Estado, na manhã de hoje, pouco antes de uma das reuniões. Eles não revelam os nomes de seus interlocutores na administração Trump.
Questionados se estão transmitindo essa interpretação ao governo dos EUA, responderam: "É claro que tem sido dito e é claro que tem sido perguntado". "Quem seria ingênuo o suficiente de achar que pessoas que podem tudo vão aceitar de bom grado a eleição do Flávio Bolsonaro, o que significa a possibilidade de eles passarem o resto da vida deles na prisão?", disse Figueiredo.
Perguntado diretamente se vê uma atuação eleitoral de Mendonça na condução do caso Master, já que o ministro não estendeu o pedido de investigação a outros membros do STF com diálogos ou evidências de relacionamento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Eduardo Bolsonaro se esquivou: "Você tem que perguntar ao Mendonça".
Ainda segundo ele, os americanos têm demonstrado intenso interesse na crise do STF e têm recorrido a ambos para esclarecer pontos do processo e da sessão. "Durante o julgamento, [autoridades americanas] ligaram múltiplas vezes para entender esse artifício do pedido de vista, que é uma coisa muito difícil até de traduzir para os americanos, para a realidade americana", disse Figueiredo.
Eduardo e Figueiredo admitiram que trabalham para a imposição das sanções financeiras da Lei Global Magnitsky, não só contra Moraes, que já foi alvo dela no ano passado, mas também contra Gilmar e Dino.











