
AO VIVO: COMPRA DE VOTOS? Lula aumenta Bolsa Família a 17 dias da eleição (veja o vídeo)

18/09/2026 às 07:08 Opinião

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A apenas 17 dias da eleição, o governo Lula anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. A medida chega justamente na reta final da campanha e alcança diretamente milhões de famílias, colocando o programa social no centro da disputa política. O governo sustenta que o reajuste representa a recomposição da inflação acumulada pelo INPC desde 2023.
Do ponto de vista eleitoral, o timing é relevante: mudanças na renda disponível de um contingente expressivo de beneficiários tão perto da votação podem repercutir no debate público e na percepção dos eleitores sobre o governo. Isso, por si só, não demonstra intenção eleitoral, nem permite afirmar que haverá mudança de votos, mas explica por que a decisão provoca questionamentos sobre seus possíveis efeitos na campanha.
A Lei das Eleições proíbe determinadas distribuições de benefícios públicos em ano eleitoral, mas estabelece exceções para programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior. Como o Bolsa Família é preexistente, a discussão jurídica não é simplesmente sobre a existência do programa, mas sobre as características concretas do reajuste e seu enquadramento nas regras eleitorais.
Por isso, a pergunta do título deve permanecer como pergunta. Não há fundamento para tratar “compra de votos” como fato comprovado. O dado objetivo, porém, é politicamente significativo: a 17 dias das urnas, o governo concede um reajuste de 15,04% no principal programa de transferência de renda do país, adicionando um novo elemento de grande alcance social ao debate eleitoral.
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/
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