A desconcertante vaidade de Gilmar: A última bolacha erudita do pacote

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O Rui Barbosa do século XXI.

Ele despeja citações num palavrório arrogante, uma torneira de 'sabedoria' e 'eloquência'.

Mas erudição não transforma um sapo num príncipe, erudição não vale nada sem humildade, sem caráter e sem ética.

O mesmo que um cavalo num picadeiro de circo que bate a pata quatro vezes no chão quando seu treinador pede que some dois mais dois.

O equino não entende a conta, mas pensa na recompensa: o faz-me-rir que vai receber depois.

Por falar em cavalos, deve ser um suplício para um ser tão sábio ter como companheiro de maracutaia uma cavalgadura como o flavio dino, uma besta quadrada de peso.

Ou um aprendiz de feiticeiro como zanin, que parece não saber em momento algum o que está fazendo ali, uma espécie de drácula mirim louco pra terminar o dever de casa e voltar pra seu aconchegante caixão.

E o pistoleiro truculento, moraes, sempre pronto a sacar sua caneta e dizimar o que estiver pela frente.

Companhia terrível, e uma afronta para Gilmar, certamente.

Duendes indecisos como fachin também povoam o escritório onde gilmar labuta, ou aves de rapina como gonet, pobres incultos que, como toffoli, apanham pra entender o que é certo ou não.

Pior ainda é a carmencita, sempre ensaboada e convenientemente indecisa, pedindo desculpas ao povo ingrato.

Uma humilhação pro gilmar.

Pede pra sair, gilmar.

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

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